Antes de comentar as reflexões de um oitentão de excelente pensação, muitos níveis acima dos abilolaos, abiscoitados, apequenaos mentais, vitimistas e coitadistas, que se imaginam de QI improdutivo, reproduzo abaixo uma parábola muito divulgada em dinâmicas comunitárias, que muito representa a conjuntura atual brasileira:
A um rabino muito justo e sempre de bem com o Criador foi permitido que visitasse o purgatório e o paraíso, antes da desencarnação. Primeiramente, ele foi levado ao purgatório, de onde provinham os gritos mais horrendos de rostos desesperados que ele já vira. Ali, todos estavam sentados numa grande mesa, sobre ela se espraiando iguarias de todos os tipos, as mais deliciosas possíveis, servidas por prataria e louça de primeiríssima qualidade. Não entendendo por que sofriam tanto, o rabino prestou mais atenção e viu que os cotovelos deles estavam invertidos de tal forma que não podiam dobrar os braços e levar aquelas delícias à boca.
Logo depois, o rabino foi levado ao paraíso, de onde partiam as mais deliciosas risadas e onde reinava um esfuziante clima de festa. Porém, para sua surpresa, o rabino encontrou todos sentados à mesma mesa que vira no purgatório, contendo as mesmas iguarias, tudo igual, inclusive seus cotovelos invertidos. A diferença se verificando em apenas um detalhe: cada um levava a comida à boca do outro mais próximo.
Lamentavelmente, no mundo contemporâneo, alguns personagens sociais comportam-se diferentemente de um mínimo ético exigido. São denominados de vampiros, posto que apenas sugam, sem nada retribuir.
Na literatura atual, existe até uma tipologia em contínua expansão. Os mais conhecidos vampiros da atualidade são:
– Vampiro antissocial: viciado em agitação; pouco se importando com as normas sociais, adora farra e tudo o mais que seja estimulante. Não tem um tiquinho de solidariedade com o sofrimento dos desvalidos de todas as idades.
– Vampiro histriônico: vive para receber atenção e aprovação. Fazer bonito sempre, tudo o mais sendo detalhes para assuntos de colunas sociais. Perito em guardar para si suas motivações, o resto se danando sempre. O comportamento típico dele se destina a enganar a si mesmo mais que aos outros.
– Vampiro narcisista: de ego enorme, costuma ser pequeno em todo o resto. Nunca pensando nas outras pessoas, imagina-se sempre messias salvador de arma em punho, tal e qual Jack, o Estripador, de filme de sucesso.
– Vampiro obsessivo-compulsivo: viciado em segurança. Não se alegra em magoar os outros, mas não deixará de magoar se seu instinto for ameaçado.
– Vampiro paranóico: tem por meta saber a Verdade, banindo toda ambiguidade de sua vida. Vive de acordo com normas concretas que acredita gravada em pedra desde os primeiros tempos da vida. Está sempre alerta para os indícios de desvios atualizantes.
Para felicidade de muitos, a maioria do mundo brasileiro não se enquadra na tipologia acima. E um dos nossos mais notáveis pensantes chama-se Yves Gandra da Silva Martins, atualmente um oitenta com muita pensação atuante, aplaudido por gregos e troianos não ruminantes.
Com livros e estudos publicados em 21 países, Ives Gandra lançou recentemente a segunda edição ampliada de um livro seu rapidamente esgotado em 2014: REFLEXÕES SOBRE A VIDA, Ives Gandra da Silva Martins, 2ª. edição aumentada, São Paulo, Cultor de Livros, 2022,172 p. São 1022 reflexões sobre a vida contemporânea.
Apresentamos, abaixo, uma pequena amostra de seis delas, favorecendo a curiosidade de muitos em conhecer todo o restante:
– Sorrir no elevador para quem entra, mesmo sem dizer nada, é forma de criar um ambiente que poderá ser bom para todo o dia.
– Viver com simplicidade, sem carregar coisas inúteis, é símbolo de se saber viver a vida.
– Por pior que seja o Parlamento é lá que se encontra a representação da Nação. No Executivo está a maioria representada. No Parlamento, a totalidade, ou seja, a situação e a oposição.
– Agir é fundamental, mas preparar-se para agir bem é ainda mais fundamental.
– A mídia vive de más notícias. As boas não chamam atenção. Por isto, vemos sempre o mundo pior do que ele é.
– Todo cidadão que se queixa de tudo é porque não tem coragem de enfrentar os fatos e se refugia na “injustiça dos acontecimentos”.
Páginas escritas pelo Gandra que enriquecem mentes e corações dos que conservam a jovialidade em qualquer fase das suas caminhadas em direção à Luz!!