MARCOS MAIRTON - CONTOS, CRÔNICAS E CORDEIS

Os últimos dias de cada ano sempre me levam a refletir sobre o tempo. Para mim, é algo um tanto paradoxal fazer isso em um período específico, pois vivo dizendo que o tempo não existe.

Mas talvez esteja aí a razão das minhas recorrentes reflexões sobre o tema: apesar da minha rebeldia contra o tempo, ele parece estar sempre à espreita, pronto para mostrar o seu poder.

Bem, às vezes minhas reflexões se transformam em versos. Às vezes eu resolvo mostrá-las a quem tiver interesse. Foi o que aconteceu neste ano de 2025.

Aos meus queridos leitores do JBF, feliz ano novo!

ENQUANTO PASSAM OS ANOS

O fim do ano está chegando
E um novo começo também
Porque na vida é assim:
Um ano vai, outro vem.

Na verdade, essa contagem,
É uma espécie de miragem,
Nada mais que ilusão.
Não há ano, mês ou hora,
Tudo acontece agora.
O tempo é só… é só uma ficção.

Não, não é que eu não entenda
A festa que o povo faz
Com mensagens de esperança
De sucesso, saúde e paz.

(Afinal!)
É um ciclo concluído
Mais um período vivido
Nessa existência tão fugaz.
Mas, no fundo, nós sabemos
Que o único tempo que nós temos
É o agora…
(só o agora!) e nada mais!

A gente conta os dias e os meses,
A gente se dedica, tantas vezes,
A lembrar do passado e fazer novos planos.
E às vezes esquecemos o presente
Que é viver agora, simplesmente,
Enquanto passam os anos!

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