Leandro Ruschel
Alguém acredita que a senhora da foto teria condições de dar um “golpe de Estado”?
Dona Adalgiza, de 65 anos, está presa há dez meses por conta de um protesto. Foi condenada a 14 anos de prisão por “tentativa de golpe de Estado”, entre outros supostos crimes correlatos.
Ela divide a cela com uma mulher que matou a própria filha e com uma traficante.
Antes de ser presa, Adalgiza trabalhava como voluntária em uma instituição que cuida de idosos em Brasília.
Dona Adalgiza não tem antecedentes criminais e, segundo a irmã, sofre de depressão profunda; já afirmou diversas vezes que pretende tirar a própria vida.
São centenas de famílias vivendo o drama da perseguição política, representada por processos sumários, com direito de defesa limitado – advogados não puderam nem fazer sustentação oral -, em corte inepta – réus que deveriam ser julgados na primeira instância, com direito a instância revisora. Não há individualização de condutas, e a maior parte dos textos das acusações e das condenações são idênticos entre os condenados.
Pior: essas pessoas estão sendo julgadas pelos alvos de seus protestos, ou seja, pelas supostas vítimas.
Enquanto Dona Adalgiza está presa, todos os corruptos que saquearam o Brasil – pegos na Lava Jato – estão soltos, assim como centenas de milhares de criminosos que aterrorizam o povo diariamente. Para esses, o “garantismo” penal chega quase sempre ao ponto da certeza da impunidade.
Não foi exatamente contra isso que Dona Adalgiza protestava? Pessoas como ela jamais defenderam a implementação de uma ditadura, ao contrário.
O escritor russo Aleksandr Soljenítsin, que expôs ao mundo os horrores do regime soviético ao relatar sua experiência nos campos de concentração, através do soberbo “Arquipélago Gulag”, afirmava:
“Um sistema comunista pode ser reconhecido pelo fato de poupar os criminosos e criminalizar os opositores políticos.”
Não é exatamente essa a realidade brasileira?
um dia TODOS NÓS cruzaremos os UMBRAIS da eternidade.
acredita quem quiser; somos livres para isso.
quem não quiser, não acredite!
nesse momento CERTO, INESCAPÁVEL,
TODOS iremos prestar Contas ao Pai de nosso viver cá nesta Terra,
mormente do MAL que fizemos aos irmãos
.
acredita quem quiser; somos livres para isso.
quem não quiser, não acredite!
SEM blindar, SEM blindagem, SEM blindação, SEM blindamento,
SEM ósculos hipócritas em suspeitas frontes,
SEM telefonema “ao seu inteiro dispor”, SEM maioria formada,
SEM marotosas decisões, SEM apelações cavilosas, que só valem por aqui.