DEU NO X

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  1. O “homi” é tão vagabundo, que acena descaradamente para seus pseudo eleitores. como se estivesse sendo ovacionado. O Trump deve estar morrendo de medo e vergonha1

  2. “Que Povo Ingrato: O Ladrão Presomente Sendo Recebido Carinhosamente na Paraíba” – Maurino Júnior, 15 de agosto de 2025

    Ah, que povo ingrato, este da Paraíba! Não reconhecer a grandeza de um homem que dedicou sua vida inteira a transformar a política nacional em um picadeiro de horrores é, no mínimo, um ato de insensibilidade histórica. Lá estava ele, o presomente, o guia supremo dos convescotes etílicos, pronto para despejar mais um punhado de promessas recicladas, quando se deparou com um coro desafinado — não de aplausos, mas de vaias. Um coro que, ironicamente, foi a mais sincera manifestação popular que já recebeu nos últimos anos.

    Chamaram-no de ladrão. Ora, que audácia! Logo ele, que tem um currículo tão vasto e diversificado nas páginas policiais, nas delações premiadas e nos anais da vergonha nacional. O povo, ingrato que só, ainda lhe presenteou com pérolas como “cachaceiro” e “comedor de capim”. Ah, como é cruel a plebe quando se recusa a aplaudir o seu “benfeitor”.

    Mas a cena, embora tragicômica, é pedagógica. Mostra que, mesmo nas terras onde a seca castiga e a política costuma se vestir de messianismo barato, há ainda quem reconheça um vendedor de ilusões quando o vê. O presomente, ao que tudo indica, esperava um mar de bandeirinhas tremulando e rostos sorridentes prontos para ouvir seu rosário de mentiras — mas encontrou algo muito mais raro: a memória. A memória de quem não esqueceu o assalto moral, ético e financeiro a que foi submetido o país.

    E se havia ali algum repórter com faro para a história, certamente percebeu o valor simbólico daquele momento: o líder que se proclama amado pelo povo sendo repelido por ele, como se fosse um vendedor de óleo de cobra em plena feira livre. Não houve aparato de segurança, cordão de isolamento ou discurso meloso capaz de abafar o som das vaias.

    A Paraíba, com sua coragem, quebrou o script cuidadosamente ensaiado. E mostrou que, por trás da maquiagem de salvador, existe apenas um político gasto, intoxicado pela própria vaidade, que se alimenta do mito de sua indispensabilidade. Mas o mito, como todo castelo de areia, desmorona ao primeiro contato com a maré da verdade.

    Que outras cidades aprendam com este gesto. Que a memória popular não seja silenciada pelo marketing, e que aplaudir ladrões, mesmo travestidos de presidentes, volte a ser um ato de vergonha e não de orgulho.

    Porque se há algo mais perigoso que um ladrão no poder, é um povo que esquece quem ele é. E na Paraíba, pelo menos por um dia, o esquecimento foi derrotado pelas vaias.
    O presomente, acostumado a andar cercado de seguranças e puxa-sacos, viu de perto que a Paraíba não é curral de político. Aqui, quem chega pra enganar, sai corrido — seja a pé, a cavalo ou de jatinho da FAB. Porque o sertão pode ser seco, mas a paciência do povo é mais seca ainda.

    E assim, entre vaias, gritos e olhares atravessados, o “imperador” de araque foi embora. Talvez sem entender que, no Nordeste, a coragem de falar alto é igual ao mandacaru: cresce na terra mais dura e resiste ao sol mais quente.
    Se ele voltar, que venha preparado: o povo não esquece, e a Paraíba já provou que, por aqui, o respeito se conquista — não se impõe com mentira e pose de salvador.

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