ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

Todas as vezes que ouço e vejo os escândalos de corrupção envolvendo a classe política brasileira, uma sigla é constante: PT, ou Partido dos Trabalhadores. Desde o começo do século XXI, quando Lula assumiu pela primeira vez a presidência da república, não houve um escândalo sequer que esse bando não estivesse atolado até o nariz nas falcatruas cometidas contra o país.

Isso leva a um tema que já tratei aqui e que volto agora só para provocar. A corrupção do PT não é e nunca foi o objetivo final do bando. Não é e nunca foi estratégia de surrupiar o dinheiro do otário pagador de imposto. Ela é consequência de algo muito maior e mais nefasto para a sociedade como um todo e que envolve perspectivas geracionais de longo prazo. E, estou falando da moralidade social como um todo.

Eu acredito que a Moral é um valor absoluto, não relativo, não individual, cuja fonte transcende o meramente humano. Todos nós, independente de onde nascemos, fomos criados, ou vivemos, temos uma consciência inata do certo e do errado, do bom e do mal, do belo e do feio que é despertado na mais precoce infância. Porém, o século XXI busca relativizar todos esses conceitos e valores.

Fala-se em moral relativa, em verdade relativa, em estética relativa que se amolda ao gosto do freguês e dos vendilhões da hora. Não é à toa a cultura nacional normalizar o esteticamente feio, a arte militante que acanalha a própria arte, a escola utilitária, a música – se é que essa bizarrice da atualidade pode ser chamada de música -, o teatro, o cinema e a máquina de fazer doido.

No campo político, os ataques são mais diretos. Enquanto nos outros meios essa relativização moral entra de forma sorrateira, sob o escuda da “diversidade” e da “tolerância cultural”, no mundo político a coisa é bem mais escancarada e feita à luz do dia, sem o menor pudor. E, com o PT, desde a primeira vez que chegou ao poder, a relativização da moral social foi construída de maneira sorrateira, mas constante.

Veja-se o os atuais escândalos do INSS, do Banco Master, dos empréstimos consignados envolvendo os três poderes da república. Ministros de Cortes Superiores agindo como funcionário de banqueiro para defender seus interesses, irmão de presidente saqueando aposentado através dos “sindicatos de aposentados”, excrescência bananeira cujo único objetivo é assaltar velhinhos e suas miseráveis aposentadorias, presentes e brindes a senadores, deputados, aos chefes da Casa Legislativa, reuniões na surdina com o chefe do executivo.

E o que chama atenção é o volume de dinheiro envolvido nesse festim diabólico em que a sociedade só é chamada para cobrir os rombos da gatunagem. Eu, quando vejo políticos de outras nações pegos em rapinagem, são algumas centenas de milhares de dólares. Lembro-me de um caso japonês em que o ministro do transporte, se não me engano, pediu demissão e renunciou ao mandato porque aceitou dez mil dólares de um empresário. O mundo dele caiu.

Aqui em Pindorama, dezenas de milhares de reais é troco de pinga. A corrupção aqui é de milhões para cima, como o escritório de advocacia, da mulher de ministro do supremo tribunal federal – assim mesmo em minúsculo -, recebe 120 milhões para elaborar um código de ética que qualquer estagiário do primeiro ano de Direito faz em 30 minutos. Ministro recebendo por “venda” de resort, viagens para degustar uísque em outro país, tudo pago por banqueiro bucaneiro com interesses na Corte Suprema de Justiça.

Mas, toda essa bandalheira é reflexo e não causa de um problema mais profundo que foi gestado e parido por Lula da Silva e seu bando. O PT e Lula sempre tiveram a intenção, não de roubar, mas de rebaixar a régua moral da sociedade, tornando-a insensível a essa podridão toda. Desde 2003 há um ataque silencioso, porém eficaz na destruição, ou banalização da moralidade absoluta. Há quarenta anos, aquilo que era escandaloso, que provocava repulsa na sociedade, não tem mais o mesmo efeito na sociedade. Não porque nos acostumamos com a corrupção e o assalto institucionalizado, mas porque a nossa moralidade foi rebaixada a níveis subglaciais. Repete-se o jargão de Adhemar de Barros “rouba, mas faz”, como houvesse equivalência entre uma coisa e outra.

É incrível como não estamos nas ruas, nas praças públicas clamando por punição desses agentes corruptos. Na nossa mente a corrupção virou algo banal, como se fizesse parte da nossa dinâmica de sociedade, com se a corrupção fosse parte da paisagem política e social, e já não provoca horrores, não provoca indignação. Mas isso acontece não porque deixamos de ser insensíveis, mas nossa régua de moralidade foi rebaixada, intencionalmente por Lula da Silva e seu PT, que fomos nos acostumando, fomos nos dessensibilizando, fomos aceitando essa situação como parte integrante da nossa moralidade.

Lula da Silva e seu bando conseguiram o que queriam. O Brasil hoje, é um país cuja régua moral está abaixo de zero. Lula da Silva e seu PT, tomaram a censura feita por Ivan Karamazov, e a transformaram em uma filosofia de vida: Deus morreu, tudo é permitido! Mas, há espaço para rebaixar ainda mais essa régua moral. Para o PT é preciso que toda a nação tenha a mesma baliza moral que seu deus e patuá, ou seja, nenhuma. Lula da Silva não tem moralidade alguma, não tem limites, não tem baliza. E, é para esse lodaçal que Lula da Silva e o PT querem levar toda a nação de arrasto.

Um comentário em “PT E MORALIDADE

  1. O que é o roque no xadrez? É um gênero musical para presidiários? É o cronista Roque Nunes do JBF indo em cana? Não!!!! É um movimento especial que protege o rei e ativa a torre ao mesmo tempo.
    Leonardo Azevedo disse certa feita que «o justo mede pela régua moral; o ímpio impõe sua própria medida.», o que nos conduz a Ken Greenhall in Elizabeth (1976), p. 102: «As pessoas que se consideram virtuosas acabam por se tornar ridículas, porque têm de estar constantemente a enganar-se a si próprias.». Garante Roque Nunes que «o Brasil hoje, é um país cuja régua moral está abaixo de zero». «Mon but est de gagner la Coupe du monde». Ainda bem que, com o resultado dos últimos pleitos nos demais países da América do Sul, a extrema-esquerda janjística do Foro de São Paulo só permanece no poder no Uruguai e Brasil. E no Brasil, por poucos meses.
    Hoje Matilde está virtuosa e enxadrística, dando “roque no rei”.

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