A passagem do tempo modifica nosso estado de espírito, e as alegrias passam a ser outras. Aliás, hoje temos mais decepções do que alegrias.
O tempo da delicadeza já passou, e estamos vivendo o tempo da traição, da gatunagem, da falsidade e o remédio que temos é esperar um milagre brasileiro, caso a esperança de tempos melhores ainda exista. Acho difícil.
Não adianta mais o trabalho de formiguinhas. O modo de vida das cigarras é mais respeitado.
Não se respeita mais a história de vida de uma pessoa, nem os valores morais. A imoralidade reina e domina a sociedade em que vivemos.
Vemos pessoas de bem, ofendidas e humilhadas, enquanto os asseclas de Nero dominam o mundo e punem com severo rigor crimes imaginários.
A volúpia do poder domina os asseclas de Nero.
É no embrião do processo político, alianças e rupturas, que o demônio do poder se manifesta.
Parece haver limites para o poder, mas, na realidade, no subsolo das paixões, tudo se permite, de acordo com a conveniência do momento. A volúpia do poder é infinita.
Diz o dito popular: ” quem está na chuva tem que se molhar”. Mas há pessoas que mesmo sem chuva, vivem molhadas.
É mais fácil tirar o cavalo da chuva antes que ela caia, do que ter que enxugá-lo depois de molhado.
O modismo trouxe à tona, em processos penais, a figura da delação premiada.
Nos dias atuais, nas fases de investigações e denúncias, as porteiras da delação se escancaram e os mais comprometidos rapidamente negociam os respectivos prêmios, proporcionais ao valor da delação. Todos podem recorrer a ela, na esperança de receber recompensa. Sua forma contemporânea ganhou destaque com a Lei dos Crimes Hediondos (Lei nº 8.072, promulgada em 25 de julho de 1990). Entretanto, seu ápice ocorreu com a Lei das Organizações Criminosas (Lei nº 12.850, der 2 de agosto de 2013). Sua aplicação é polêmica, tanto do ponto de vista moral como do jurídico.
A delação abre a possibilidade de serem valorizadas acusações criminosas, nem sempre verdadeiras. Por isso, ao longo do tempo rola esta verdade:
Aproveita-se a delação, mas se despreza o delator, pela comprovada falta de caráter.
Que Deus ajude os ofendidos e humilhados, livrando-os da maldade dos asseclas de Nero!
E pra não morrer de tristeza, vamos apelar para a música, o remédio da alma.
Violante, concordo com 99,9% de tudo que vosmecê escreveu. A mim, pareceu mais um desabafo que uma proposta para reflexão.
Atingimos o ápice de quase tudo. Ainda com o direito de pensar e ver as coisas como meus pais ensinaram, minhas conclusões levam ao seguinte: tudo começa em casa. A delicadeza, o respeito, a esperança e, principalmente, a honestidade. Quando não repelimos a criança e dizemos na frente dela que: “é assim mesmo”, “Isso é coisa criança”, permitimos tudo – entendo que estamos educando um monstro que culminará com o atual estágio de coisas. De fatos, de desrespeito, de pouca-vergonha, de sadismo e de desonestidade. Há que ter punição, sim, para que a criança entenda que aquilo é errado e que “papai e mamãe” não gostam que as crianças façam. A vida ensina. Saí da casa dos meus pais aos 26 anos. Fui morar no Rio de Janeiro. Lá, aprendi e nunca me dirigir a alguém pela primeira vez, sem pedir licença. Nunca usufruí de uma informação ou ajuda, sem agradecer. REPITO: tudo começa em casa. Se assim não for, a vida e os obstáculos vão impor os ensinamentos.
Obrigada pela gentileza de suas palavras, querido amigo e escritor José Ramos!
Seu modo de pensar coincide com o meu. A família é a principal fonte de educação.
Os bancos acadêmicos não são responsáveis pelo bom caráter nem pela honestidade.
Gostei muito da sua reflexão e sábias palavras.
Grande abraço! Muita saúde, alegria e Paz!