
Nesses tempos de Pandemia e seguindo o sábio conselho do Poeta Maciel Melo deixei hospedar-se em minha pousada interior, além da Poesia, a Esperança de dias melhores. Para ela reservei o melhor cômodo, a melhor cama e a flor mais cheirosa. Deixei uma penteadeira sortida à sua disposição e uma quartinha de água bem friinha, do tanto que ela merece, além de uma imagem bonita do meu santo protetor, São Francisco de Assis. Não tem desculpa. Se à minha Poesia essa esperança não se aliar e prosperar de vera, se a vacina não chegar, se os homens do Planalto continuarem insensatos e donos da verdade aí, de vez, entrego os pontos. Não dá mais para segurar. O coração ‘tá pra explodir, de angústia e tristeza. Mas meu santo Chico é muito competente e dona Esperança até hoje não falhou. Tardou, às vezes, mas falhar, nunca! E não vai ser agora.
Toda a obra de Xico Bizerra, Livros e Discos, pode ser adquirida através de seu site Forroboxote, link BODEGA. Entrega para todo o Brasil.
Xico, pousada da esperança pode ser vista de dois ângulos: a pousada como substantivo, hospedagem, e a pousada verbo, o particípio do verbo pousar. Ambos significativos.
Cabem os dois sentidos, meu caro amigo Assuero, mas a intenção foi utilizar a palavra como substantivo mesmo. Pode-se rebuscar o texto admitindo a palavra como verbo. A critério do ‘freguês’.
Mas, a poesia é, mesmo, esse guia que nos conduz a caminhos inexplorados.
Se assim não fosse, perderia muito de seu encanto, Maurício. Que assim continue.
Grande Xico,
Feito o mestre, nunca deixei de ter esperança na vida, embora não seja um realista esperançoso em relação aos homens.
Gostaria muito de sê-lo, mas quando vejo um homem matar um cobri pousando sobre uma rosa doce, deixo de acreditá-lo e ficar sonhando feito o poeta em suas poesias.
Obrigado, mestre, por mais essa ode, que também vai para a poesia-prosa anterior.
Abraco, Cicero. Tudo de bom, todo o bem.