XICO COM X, BIZERRA COM I

Nesses tempos de Pandemia e seguindo o sábio conselho do Poeta Maciel Melo deixei hospedar-se em minha pousada interior, além da Poesia, a Esperança de dias melhores. Para ela reservei o melhor cômodo, a melhor cama e a flor mais cheirosa. Deixei uma penteadeira sortida à sua disposição e uma quartinha de água bem friinha, do tanto que ela merece, além de uma imagem bonita do meu santo protetor, São Francisco de Assis. Não tem desculpa. Se à minha Poesia essa esperança não se aliar e prosperar de vera, se a vacina não chegar, se os homens do Planalto continuarem insensatos e donos da verdade aí, de vez, entrego os pontos. Não dá mais para segurar. O coração ‘tá pra explodir, de angústia e tristeza. Mas meu santo Chico é muito competente e dona Esperança até hoje não falhou. Tardou, às vezes, mas falhar, nunca! E não vai ser agora.

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  1. Xico, pousada da esperança pode ser vista de dois ângulos: a pousada como substantivo, hospedagem, e a pousada verbo, o particípio do verbo pousar. Ambos significativos.

  2. Cabem os dois sentidos, meu caro amigo Assuero, mas a intenção foi utilizar a palavra como substantivo mesmo. Pode-se rebuscar o texto admitindo a palavra como verbo. A critério do ‘freguês’.

  3. Grande Xico,

    Feito o mestre, nunca deixei de ter esperança na vida, embora não seja um realista esperançoso em relação aos homens.

    Gostaria muito de sê-lo, mas quando vejo um homem matar um cobri pousando sobre uma rosa doce, deixo de acreditá-lo e ficar sonhando feito o poeta em suas poesias.

    Obrigado, mestre, por mais essa ode, que também vai para a poesia-prosa anterior.

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