XICO COM X, BIZERRA COM I

sob a mira de uma máquina de escrever,
o tambor das letras gira
à procura do alvo gramatical:
a meta é a palavra fácil,
a rima perfeita e não perdida,
nunca a bala,
a bala errada.
não a de hortelã.
puxa-se o gatilho da frase
e todo o parágrafo se esvai,
num chão palavreado.
Ali jaz a frase.
Às vezes, de uma palavra só: Paz.
Bem que eu sempre quis
apenas um porte de alma
pra todos nós …
um livro,
um violão,
um poema.
uma arma, jamais.

2 pensou em “PORTE DE ALMA

    • Meu caro Beni, até concordo com você, mas a intenção não foi essa. Quis apenas mostrar que o livro é uma ‘arma’ poderosa no combate à bandidagem. Pena que poucos lêem. Obrigado pelo elogio e receba meu abraço desarmado. Xico

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