Com a posse de um novo presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, eleito democraticamente em eleições recentes, é chegada a hora de desbolorar mentes e corações, refletindo sobre alguns balizamentos para o ano chegante. Enumero alguns pontos e cito contrapontos para um Ano Novo que se avizinha:
1. Um dos mais notáveis líderes de todos os tempos, o Mahatma Gandhi, afirmava que “mais perigoso que o pouco conhecimento, é o grande conhecimento acoplado à ausência de um caráter forte e com princípios, posto que desenvolvimento intelectual sem o desenvolvimento interno do caráter condizente é a mesma coisa que entregar um potente carro esporte nas mãos de um adolescente drogado.” Lição notabilíssima para todos aqueles que possuem responsabilidades de bem conduzir a vida social de uma comunidade.
2. Os mapas estão integralmente superados. O instrumento ideal para perquirir os horizontes dos amanhãs pessoais e profissionais é a bússola, ícone do ser humano contemporâneo. Ela aponta direções, subsidia orientações estratégicas, fortalece lideranças e consolida posturas inovadoras. E também baliza as avaliações acerca das quebras de hierarquias, do caos desagregador e das iniquidades e injustiças que violentam a dignidade de toda pessoa.
3. Estamos vivenciando dias de significativas turbulências. E o fenômeno é universal, com características mais marcantes nos países menos desenvolvidos, detentores de imaturidades as mais diferenciadas. E a mais gigantesca das imaturidades é a imaturidade emocional-cognitiva, matriz de quase todas as demais, posto que uma das causas primeiras de todo e qualquer atraso civilizatório. Nós, brasileiros, como civilização que ainda ensaia seu fortalecimento democrático pleno, às vezes nos posicionamos como detentores de uma contemporaneidade embasada num aprendizado efetivado há quarenta ou cinquenta anos. Tornamo-nos, com frequência, inflexíveis, fundamentados em lições apreendidas em contextos outros, muito diferenciados dos atuais, vinculados a ontens e anteontens que não mais deveriam retornar.
4. Numa das revistas de circulação nacional, o saudoso economista Celso Furtado declarou: “O mercado é um instrumento maravilhoso, mas ele não desempenha todas as funções. Quando se trata de resolver conflitos numa sociedade heterogênea, a saída não pode ser pelo mercado. Tem que ter a mão de quem defenda o interesse público, a solidariedade social. É importante que as duas formas de conceber a organização social caminhem juntas. O mercado baseia-se no heroísmo, na iniciativa, na astúcia, para dar dinamismo ao processo. Já o Estado busca a solidariedade, tem que proteger os fracos. Isso é que forma uma sociedade moderna.” Multipliquemos os Celsos Furtados no cenário nacional, abjurando bundões, chinfrins e blá-blá-bladores.
5. A classe média brasileira necessita melhor direcionar e redimensionar sua postura estratégica de formatar cenários futuros. Sua capacidade associativa está a exigir um reposicionamento mais consequente, para diferenciar bem coalizões necessárias de associações espúrias, demagógicas, populistas e eleitoreiras. Cada vez mais engolfada pelos desencantos do cotidiano, ela precisa voltar a apreender melhor a realidade social do país, redimir-se dos erros cometidos, ampliando seu atual nível de criticidade.
6. O momento que estamos vivendo não permite apenas meras contemplações. Os mais responsáveis estão incentivando a ampliação da participação de todos. Faz-se necessário ampliar essa participação para que as mudanças aconteçam, eliminando-se os sectarismos e as marginalizações espúrias, obtendo-se um enxergar melhor, relevadas as ingenuidades de todos os naipes.
Tenho uma admiração crescentemente contínua pelo Peter Drucker, um que foi sempre muito atualizado. Sem diploma superior de um Curso de Administração e sendo olhado de esguelha pelos “carimbólogos cartoriais”, ele, Drucker, sempre soube antecipar-se à chegada de novos tempos. Essencialmente um não-especialista, ele não se preocupa com o exercício da administração, mas com a filosofia da administração na construção de cenários futuros.
Homem de leituras amplas, Drucker foi mestre em perguntas simples e devastadoras, daquelas que deixam os “ispecialistas”, aqueles que se imaginam notáveis, só com a cara e a coragem de continuar enxergando o “quase nada.” Uma das suas: “Por que todo homem absorto nas rotinas cotidianas do seu serviço possui uma mente confusa e obstruída por preconceitos e cavilações mentais?”
No livro Administrando em Tempos de Grandes Mudanças, seis regras de uma boa gerência foram por Drucker enumeradas: O que precisa ser cumprido?; Concentre-se, nunca se multiplique; Nunca aposte numa coisa certa; Não perca tempo administrando detalhes; Não tenha amigos na administração; Eleito, pare de fazer campanha.
É ainda Drucker uma advertência: “Na sociedade do conhecimento, cada vez mais conhecimentos, especialmente avançados, serão adquiridos muito depois da idade escolar e, cada vez mais, através de processos educacionais não centralizados na escola tradicional.”
Um 2023 arretado de muito ótimo para todos os fubânicos e seus entes amados!!
ELEITO DEMOCRATICAMENTE??????
Eu diria:
ELEITO GATUNAMENTE, VIGARISTAMENTE, ESCROTAMENTE, SACANAMENTE, FILHODAPUTAMENTE, e por aí segue…
Para escrever uma besteira deste tamanho, esse sujeito só pode ser petista e eleitor do ladrão. “Eleito democraticamente” uma porra!!! O descondenado foi eleito pelos seus parceiros do TSE que fraudaram as urnas. As ruas provam isto.
Feliz Natal, fubânicos inteligentes e de muitas excelentes análises críticas. E um 2023 cada vez mais de leituras pensantes e militâncias atuantes!!!