FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

Neste buruçu final de ano, com mil e uma perspetivas, boas e nada boas, para 2025, alguns pitacos do meu irmão João Silvino da Conceição, caminheiro comigo há umas boas décadas:

“Nunca se deve culpar integralmente os políticos de uma Nação pelas deficiências deles, quando a cidadania da sua gente ainda se encontra em níveis insuficientes de autenticidade cívica”.

“Quando numa comunidade sente-se a ausência de bibliotecas, explica-se porque ela não pode alcançar graus civilizatórios compatíveis com o mundo civilizado. Com livros se edificam nações desenvolvidas, cérebros criativos e solidariedades sociais. Sem eles, embrutece-se a consciências e alimenta-se as violências mais constrangedoras.”.

“Se quisermos compreender o que é bondade, urge nos concentrar na forma da bondade e não nos exemplos particulares. As pessoas comuns são induzidas ao erro quando apreendem apenas pelos sentidos”.

“Não aceite, em nenhum momento e sob nenhum pretexto, as filosofias e os ensinamentos transmitidos sem uma reflexão questionadora à luz da razão e da lógica. Todos os ensinamentos legitimados devem ser recebidos com empatia, paciência e altruísmo, sempre com genuínas intenções de trabalhar para uma efetiva fraternidade cósmica”.

“Muitos países estão cometidos de uma estupenda crise moral, que amplia os níveis de criminalidade, os poderes disciplinadores públicos dispondo apenas de métodos convencionais para controlar o crime, enquando os envolvidos com a delinquência utilizam estratégias mais sofisticadas, inspiradas nos enredos midiáticos.”

“Nunca se deve cultuar passados para ampliar vaidades e nostalgias. Todos os ontens, positivos e desfavoráveis, devem ser reverenciados como alicerces dos caminhos pessoais e profissionais trilhados e sonhados de um vir-a-ser cada vez mais cidadão cósmico, sem ansiedades nem cavilosidades, sem individualismos nem falsas modéstias, sempre atento às mutações evolucionais internas (pessoais) e externas (do resto do mundo)”.

”As descobertas científicas recentes em genética e em biotecnologia somente poderão ter significado se refletirem anseios mundiais legítimos por uma nova sociedade, na construção de um novo ser humano mais solidário com seus descendentes e com o meio ambiente”.

“Nunca enfrente quem não tem o que perder, só vivendo de ostentação, sempre narcisista. É combater em desigualdade, posto que o outro já traz a vergonha perdida. É sempre o mal, e não o bem, que a malevolência. Mais vale ter e saber conservar as pessoas que os haveres”.

“Política é coisa séria!! Não existe político ruins, existem eleitores idiotizados, sem cidadania nem amor próprio”.

“A Educação não deve nunca ser aviltada por dirigentes incompetentes, posto que se trata da estratégia mais consistente na construção do futuro de um país, na consolidação da sua soberania e na expansão da capacidade criativa da sua gente”

“Quanto mais a ciência evolui, mais se deve, em cada ser humano, ampliar a capacidade reflexiva de entender o mundo em suas contradições e complexidades, abandonando as ingenuidades e os arroubos próprios dos emocionalmente imaturos”.

“Quando o amar, o pensar, o agir, o meditar, o criar, o orar, o fazer e o transcender se distanciam uns dos outros, é hora de reestruturar o caminhar, favorecendo ações que reabilitam o Ser Humano como co-autor da Criação”.

“Quando alguns se autointitulam iluminados donos da verdade, autores de ideários que abalarão os alicerces planetários, convergindo todos para um só pensar, é chegada a hora de perceber a urgência de se ampliar a capacidade de refletir de cada um, na busca de convergências que não menosprezam jamais, por irrestrito respeito, as opiniões diferenciadas”

“Saber formal dissociado de uma consistente vivência social pode revelar a incompetência existencial de qualquer profissional. Identificar somente a Tecnologia como pilastra única de uma profissionalidade promissora é o mesmo que imaginar possuir bom fogo para se fazer café sem grãos de boa qualidade”.

“Não existem ideias perigosas. Apenas o que as pessoas escolhem fazer com ideias pode ser perigoso, especialmente para o status quo e para os poderes constituídos, como governos, religiões e corporações multinacionais. Se pode escolher ou não escolher uma determinada ideia, mas escolher não escolher é uma escolha pela qual só você é responsável”.

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