XICO COM X, BIZERRA COM I

Bem sei, deveria pirilampear em tua noite escura na mais pura esperança de te abraçar. Mas uma nuvem ainda mais negra e espessa, de tão carregada, me carregou de volta à solidão, velha companheira, não me deixando ser o vagalume desejado. Tentei, em vão, relampejar a minha claridade mas a cidade, sonolenta, preguiçosa e não desperta, impediu que meu sonho prosperasse. Neblinei-me, então. Convenci-me do nada a fazer a não ser enuvencer-me cinzento e chorar as mágoas junto com a chuva que avisava cair com trovões fazendo coro ao meu sofrer e a tristeza molhando o ao redor do meu rosto. Minha vida é noite e choro tempestades.

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  1. Essa coluna do gênio Xico Bizerra lembra episódio do passado. A Gráfica Flamar decidiu fazer propaganda a partir das cores. A mim coube o azul. Escrevi assim:

    Em volta da mesma luz
    As borboletas azuis
    Dos meus tempos de menino
    Parecem voltar nos anos
    E agora são desenganos
    Em volta do meu destino.

  2. Meu caro Doutor, sem a beleza de seus versos, ousei falar de cores e assim disse:

    Coubesse-me falar de cores,
    Da amarela dos amores
    Diria de sua beleza;
    E por estar tão presente,
    É feliz, nunca ausente,
    Brincando com a natureza ..

  3. Pingback: AMAR | JORNAL DA BESTA FUBANA

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