Plantações de Janeiro, se não tiverem o adubo de Dezembro, dificilmente chegarão a Março. E o local a ser plantado tem que ser bem escolhido, perto dos sonhos e bem distante do poço da ganância de falsos jardineiros que vestem paletó e vão ao Planalto para se esconderem de nós nas poucas esquinas que por ali há. Sementes, se bem plantadas, são diferentes.
Hora de Aguar
Para aguar, necessária é a água, que tem que ser colhida na fonte dos desejos solidários e terá que ter a cor da esperança misturada com o amarelo do sol. E água tem cor? – pergunta inevitável. Claro que tem. Basta que se veja a chuva caindo maneira, pouco mais que um chuvisco, e se entenderá o que quero dizer. No mais, é deixar o pé-de-janeiro por conta das estrelas sorridentes e da lua alcoviteira. Ele florescerá e, quando você menos esperar, será setembro e haverá sombra para as flores que chegarão ansiosas por lhe fazer companhia.
Hora de Colher
Que venham os Outubros. De preferência, sem as ervas daninhas que usam gravata e colarinho branco em suas escusas atividades na ‘política’ (com ‘p’ bem pequenininho). E aí é chegada a hora de colher o fruto resultante do bom embrião plantado.. Boa safra de Amor e Bem. Que tenhamos colheitas felizes.

Xico Bizerra agrônomo. Não faltava mais nada. Gênio já era. Em tantos cantos. Mas não na agronomia. Até agora. Viva!!!
Meu caro Doutor Zé Paulo, Agronomia do amor. A semente, se bem plantada, após 9 meses (janeiro/outubro) gera um fruto novo. Apenas coincidência?