PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

Rebola, Paraibana!
Que rebolado bacana
É este do corpo teu.
Rebola, agita o veneno
Deste teu corpo moreno
Que arrasa o juízo meu.

Rebola e, em teu rebolado,
Passa aqui perto, ao meu lado,
Para que eu possa sentir:
Sentir cheiro de pecado
Nesse corpo sapecado
Que quase me faz cair.

Rebola, sai por aí rebolando
Que eu fico pasmo , pensando,
Parado, de mão no queixo.

Fico pensando se, deitado,
Este corpo sapecado
Tem o mesmo remelexo.

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