CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Caro Berto,

Segue abaixo uma pequena parábola que nós economistas usamos que exemplifica bem a qualidade intrínseca do capitalismo em gerar riqueza e – consequentemente – o progresso em geral da sociedade.

Havia uma ilha isolada onde todos os dias as pessoas saiam para pescar e conseguiam o que comer naquele dia (quando conseguiam). Um dia, um dos ilhéus, observando as teias de aranha, passou necessidade vários dias, sem sair para pescar e construiu uma rede de pesca. Desde então, começou a haver uma fartura de alimentos e as pessoas puderam se dedicar a outras atividades e ao chamado ócio criativo. A sociedade como um todo prosperou. O chamado “bem de capital” é a rede de pesca e não o dinheiro. Este é um erro primário de avaliação de todo socialista: achar que distribuindo o dinheiro a sociedade progride. Com menos dinheiro para se investir, a sociedade vai aos poucos empobrecendo, o que aconteceu invariavelmente onde o socialismo foi tentado.

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Sobre a postagem do PIB:

O Produto Interno Bruto (PIB) é o somatório de todos o bens e serviços produzidos em um país no espaço de um ano.

Contempla apenas os produtos finais, para que não haja dupla contagem. Diferencia-se do Produto Interno Líquido (PIL) porque não considera a depreciação de bens já existentes.

Dada a taxa de crescimento da população, (em torno de 0,9% ao ano) é um resultado razoável.

Na década de 70, do século XX, chegamos a taxas continuadas acima de 7% ao ano.

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