CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Sobre o artigo do Rodrigo Buenaventura De Léon a respeito do tiro no pé do Bradesco e publicado hoje no JBF, a desculpa do Banco é pura hipocrisia, para colocar na fogueira algum bode expiatório, visto que conforme pode-se ver no site da Bradesco Seguros, eles encampam a ideia de se evitar a carne.

O que não posso entender é como o Bradesco do Amador Aguiar, homem extremamente conservador, tornou-se em um antro de esquerdistas o que é diametralmente oposto ao que um banco representa: é um dos pilares centrais do capitalismo.

Os bancos podem movimentar até quinze (15) vezes a soma do capital realizado e reservas livres (lei 4595) ou seja: emprestam o que não têm.

Ou seja, se as pessoas perderem a credibilidade em um banco e retirarem seu dinheiro em massa, ele quebra (quem lembra do Bamerindus?).

Precisam de credibilidade para sobreviver.

É o que o Bradesco e Itaú NÃO estão fazendo.

13 pensou em “OSNALDO PEREIRA DE ARAUJO – BRASÍLIA-DF

  1. Essa é ótima. “O Bradesco é um antro de esquerdistas” A definição é: Quem não torce para Bolsonaro é esquerdista. Bela definição.
    Quem não pensa como bolsonarista é idiota, burro, atrasado, esquerdista, lullista e belzebu.

    • Caro C Eduardo, não sei qual a sua formação ou ramo de atividade, mas trabalhei em dois bancos de investimento (SulBanco e BMG) e conheço bastante do sistema.
      Por outro lado, trabalhei como Diretor de Marketing de um grande grupo do setor farmacêutico comprando mídia por cerca de 15 anos.
      Conheço por dentro ambos os sistemas mas, aceito graciosamente sua crítica que, como sempre, partindo de um esquerdista, prefere dar um rótulo, do que discutir os argumentos.

      • Caro Osnaldo, eu ia fazer um contraponto ao comentarista C. Eduardo, porém depois de ler o seu, vi que foi perfeita sua análise, especialmente ao final quando v. diz que o esquerdista, prefere dar um rótulo do que discutir os argumentos. É muito mais fácil e não precisa raciocinar.

        Um abraço

      • Este é o seu argumento?
        “Precisam de credibilidade para sobreviver. É o que o Bradesco e Itaú NÃO estão fazendo”

        Os bancos não têm credibilidade e Bolsonaro tem. Por isso o Dólar está custando agora R$ 5.70, caminhando para R$ 6. É a credibilidade que o Governo Bolsonaro oferece para quem quer investir no Patropi.

        Sabe qual é a maior desgraça do Bolsonaro? Vai eleger o Lulla. Infelizmente é essa a verdadeira herança maldita desse desgoverno.

        • Aprenda história, estude como funciona o sistema bancário (como bônus citei a lei).
          A verdade é que o sistema bancário só funciona porque acreditamos nele.
          C R E D I B I L I D A D E..

          A propósito: eu citei o Presidente Bolsonaro ou disse ser bolsonarista e algum momento do meu texto?

          Como dizia o saudoso Millôr Fernandes: livre pensar é só pensar.

          • Osnaldo, eu trabalhei toda vida em banco de investimentos, por isso falo com segurança que seu argumento é capenga. Crédito não é apenas credibilidade, envolve outras variáveis que você não está considerando. Está afirmando que o Bradesco é um antro de esquerdistas. Isso é tão errado como afirmar que todo bolsonarita é burro. Nem todos, existe poucos que conseguem raciocinar. Muito poucos pensam na Nação antes de pensar no Capitão. Querem que continue esse desgoverno infeliz.

            Bolsonaro vai eleger o Lulla com seu desgoveno. Esse será o triste resultado dessa bagunça

            • Não, C. Eduardo, Lulla não será eleito em novembro. Se o for, não será pelo voto do Bolsonaro, nem de quem é conservador.

              Será pelo voto de quem quer a roubalheira de volta, turbinado pelas maquinações do STF e TSE.

              Ah, eu não vejo bagunça alguma.

              Mesmo bancos grandes podem quebrar ou serem incorporados por outros. Me lembro do Nacional, Bamerindus, Banco Santos. Eram sólidos e faliram.

              Tem um ditado que eu acredito: “Dinheiro não aceita desaforos”.

              A Globo que o diga.

  2. É hilário ver os bolsonaristas usarem a palavra liberdade. Todos têm liberdade de pensar como eles, se não for assim são de esquerda, são idiotas, ignorantes, imbecis, merecem as profundezas do inferno. O Colunista Buonaventura começa seu texto de hoje assim: “O mundo está cheio de idiotas! Idiotas na acepção corrente da palavra; imbecis que se acham donos do mundo da liberdade dos outros.” Qual liberdade ele se refere? O que o agronegócio tem a ver com os idiotas? Existe a liberdade de defender o meio ambiente e existe a liberdade de produção. Existe a constituição que baseia as leis que devem ser respeitadas e o Poder Judiciário está aí para resolver as questões com base no regramento. Democracia funciona assim. Ou não é esse regime que agrada?
    É um enorme engano achar que existe um conflito entre o setor rural e os bancos. Se o Bradesco achou que errou e resolveu se desculpar, mostra apenas que a democracia está funcionando e a sociedade reagindo. O Bradesco não é idiota, demonstra isso ao fazer autocritica e se desculpar. Entendeu ser melhor assim. As empresas agrícolas também têm todo interesse em ter relacionamento sadio com os bancos. Os grandes negócios precisam de financiamento. Aí aparece o Osnaldo e corta a classificação do crédito do Bradesco porque o Banco não se comportou como manda o catecismo bolsonarista. Acha que o Banco perde credibilidade quando emite uma opinião discordante. Sugiro ao Osnaldo verificar como está a taxa de captação do Bradesco, que segundo sua interpretação deve estar bem acima do mercado.
    Uma coisa bem interessante é que o bolsonarismo não fez o agronegócio dar certo, é ao contrário. O agronegócio é que ainda dá receita e Dólares para facilitar a vida do Brasil. Caso as exportações do agro não estivessem nesse nível, o Dólar já custaria muito mais de R$ 6,00 e a inflação muito mais alta. Mas o bolsonarismo colocou a produção agrícola debaixo do braço e anda por aí fazendo propaganda como se tivesse inventado esse negócio nos três anos de governo.
    A palavra liberdade soa estranha quando usada por bolsonaristas, assim como democracia na boca dos chavistas, chineses e cubanos.

  3. O fanatismo (político, religioso, ideológico, qualquer um) bloqueia o raciocínio a tal ponto que pessoas inteligentes acabam falando asneiras.

    “banco de esquerda” e “banqueiro burro” fazem tanto sentido quanto “tigre vegetariano”.

    Bancos, assim como todas as grandes corporações, usam essa linguagem “lacradora” por um motivo muito simples: dinheiro. Essa atitude agrada um público acéfalo, sem raciocínio próprio e que portanto segue a manada guiada pelos twitter e youtube da vida.

    Um exemplo prático: Starbucks. Não há nada em seu modelo de negócios diferente do McDonald´s ou Pizza Hut, com uma grande exceção: desde o início, o Starbucks fez um marketing voltado ao público feminista, LGBT e anti-capitalista. Repetindo: marketing. Apenas marketing, mas o resultado é que hoje qualquer adolescente com pretensões intelectuais odeia o McDonald´s e adora o Starbucks.

    Como ninguém é perfeito, nem os marketeiros, às vezes acontece um imprevisto como agora no caso do Bradesco. Mas faz parte do jogo. Enquanto houver multidões dispostas a seguir modinhas, o marketing continuará atendendo aos desejos deles. Mas não se preocupem, os dirigentes destas corporações bilionárias não ficaram burros de repente.

    • Mas que devem ter rolado muitas cabeças graúdas no Bradesco, isso deve.

      O Assunto do dia hoje é a multidão passando ao lado do Bradesco, não para abrir conta e sim para comer churrasco, patrocinados pelos pecuaristas.

      A propaganda para o banco foi massa.

      Quanto ao Starbucks, eu não sabia que o público alvo era este. Só sei que uma vez fui tomar um café numa loja da marca; fui mal atendido, tomei um café frio e muito caro. Prometi nunca mais voltar. Agora que sei que é uma empresa lacradora, aí é que não irei mais.

      • 1) Se rolarem cabeças realmente graúdas, ficaremos sabendo. Eu particularmente não acredito.

        2) Marqueteiros costumam dizer “não existe publicidade ruim, só existe publicidade”. Todo mundo está falando do Bradesco. É publicidade, e de graça.

        3) É exatamente assim que funciona. Como você não é do “público alvo”, nem sabia. Mas o público alvo sabe e virou público fiel.

  4. Leio o que escreve C. Eduardo de Paty do Alferes, meu saco fica inchado e dolorido. Leio Marcelo Bertoluci de Curitiba, a pequena área do meu intelecto se expande e eu aprendo mais alguma coisa.. A diferença entre os dois é gritante.

Deixe uma resposta