15 pensou em “OPERAÇÃO MACACO

  1. Berto, tu quer mesmo é me matar de saudade daquele tempo visse? Ave Maria que coisa boa.a gente brincar carnaval cantando os frevos de Nelson, de Capiba, de Edgard Moraes, Raul Moraes, sem medo de ser feliz e de encarar um processo pela frente..Nerize Paiva, Voleide Dantas,que gravou por sinal gravou dois frevos meus, uma doçura de gente.. Os músicos de Nelson, extraordinários.. Edmundo, sax-alto, cara legal demais, tocava muito. E participamos juntos de um conjunto para tocar em hospitais e asilos.. até em hospício feminino a gente tocou.. Hj ninguém pode nem chamar ninguém de doido, de maluquinho, de pirado, qq coisa. ,, é muita frescura nesse tempo de hoje.. Me tire uma dúvida.. não sei por que eu sempre achei que essa voz do break (me dâ a papada) era a do velho Nelson, grande figura humana ! Foi diretor artístico da Rozemblit no tempo em que meu conjunto Os Tártaros manteve um contrato por lá onde chegamos a gravar alguns discos, antes da grande enchente que destruiu o parque industrial e os Estúdios de gravação da fábrica, que tinha alguns selos famosos: Mocambo, Rozemblit, Artustas Unidos, etc
    TEMPOS Felizes, meu amigo ! Obrigado por revivê-los .

    • Êita peste, tu atiçou mais ainda minhas saudades falando em Voleide Dantas!

      Quanto à voz que diz “Me dê papada”, confesso que não sei de quem é.

      Na verdade, eu não sabia da existência do Nelson, que deve ter sido mesmo uma grande figura humana, como você diz.

      Brigadão pela força e pela audiência, meu caro amigo e talentoso colunista fubânico!

  2. Jozinaldo, meu caro, no tempo dos Tártaros que ajudei a fundar, cinema era quase um sonho. Hoje qualquer adolçescente e até mesmo os chamados pre-adolescente, têm seus celulares que fazem vídeos de alta definição e complexidade e custo zero. Mesmo assim, garimpando os arquivos dos fundadores, consegui alguns segundos de uma festa de 15 anos da prima do nosso idealizador-mor, o contrabaixista do Conjunto, José Araújo (neto do fundador das Casas José Araújo, famosas) e o inseri num vídeo que fiz p´ra comemorar os 45 anos dos Tártaros. Está postado no Youtube (link abaixo) já faz quase exatamente 10 anos. Foi feito e postado em jjaneiro de 2011. Quem quiser assistir, clique aqui: https://www.youtube.com/watch?v=rQdxEyBSMFg

  3. Uma lembrança que marcou a vida de muitas crianças, e até de alguns adolescentes.

    Em Nova-Cruz (RN), houve pânico entre a criançada, e até entre alguns adolescentes.
    A festa de fim de ano, 59/60, na barraca em frente à Igreja, foi marcada por crises de choro e medo. O pavor se espalhou entre as pessoas que estavam na festa, ao se aproximar a passagem do ano. O medo só desapareceu, quando o dia clareou e os negros continuavam no mesmo lugar, A barraca não tinha sido invadida por macacos. E ninguém tinha virado macaco. Meu irmão Bernardo, 5 anos, de olhos fechados, só largou mamãe, quando o dia clareou…rsrsrs

    Um abraço, Luiz Berto. Bom fim de semana para você, Aline e João.

  4. Berto,

    sendo seu puxa-saco de carteirinha, tenho que lhe dizer que seus programas são fabulosos, principalmente porque v. tem um jeitão todo especial de Apresentador.

    Depois, porque sabe arrancar das gavetas do tempo, momentos de nossa juventude, fatos que evem ser retransmitidos para as gerações atuais, o que v. tão bem sabe fazer, batendo essas papadas inigualáveis..

    Neste último comentário, então, ao recordar Nerise Paiva e vir outro leitor e lembrar Voleide Dantas, chego eu pra dar destaque memorialístico a Mimi Castilho, companheira e par do saudoso Jackson do Pandeiro.

    Que pernas! Cantora animada da bexiga, que chegava a causar furor no palco-auditório da RJC, sob as vistas de Dr. F. Pessoa de Queiroz, que batia muitas palmas para morena, durante o Programa Ernani Seve, aos domingos.

    Home, não deixe fazer pelo menos um desses seus programas memorialísticos pelo menos uma vez por mês, para ativar a tesão da gente por tantos fatos dignos de celebração, que elevaram nossa cultura a níveis altíssimos.

    Obrigado, meu véio!

  5. Interessantíssima essa “operação macaco” pela simultaneidade de lugares no Nordeste onde ocorreram, cada qual com sua musiquinha para animar a brincadeira, que poderia ser considerada um crime nos dias atuais.
    Palmares, Natal e onde mais?

    Em Garanhuns foi assim: Eu tinha 9 anos e estava num grande restaurante com mesas e muita gente na calçada. Lá pela 11:30 min. o pessoal de uma mesa ou outra passava a cantarolar bem alto pra todo mundo ouvir:

    “Pisa na fulô, pisa no buraco
    Sessenta vem aí nego
    vai virar macaco”

    Eu, na minha idade, não queria acreditar naquilo, mas ficava intrigado. Será possível isso?
    Noutro canto do restaurante, outra mesa emendava a cantoria com a mesma musiquinha e via-se algumas mesas com poucos negros meio encabulados com aquilo, mas sem poder fazer nada porque eram poucos diante da quantidade de branquelos.
    Deu meia noite e todas as luzes da cidade apagaram-se, aguçando minha curiosidade: “vejamos o que acontece agora”, devo ter pensado.
    No minuto seguinte as luzes acenderam e nada sucedeu. Fiquei olhando os poucos negros, conferindo a profecia e de repente eles levantam da mesa e passam a cantarolar a mesma musiquinha com outra letra:

    “Sessenta já passou,
    sessenta ninguém viu
    Quem vai virar macaco
    é a puta que o pariu”

  6. Como “ trigueiro “ , assim está no meu Certificado de Reservista “ , posso me considerar no grupo dos negros. Quase isso, vá lá. Quando estudei em Harvard, era o aluno mais escuro de minha classe. Por isso gostei tanto de sua postagem, meu Papá. Viva Berto, e sua brancura inglesa.

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