De acordo com os historiadores, as festas juninas (Santo Antônio (13/6), São João (24/6) e São Pedro (29/6) tiveram origem no culto aos deuses pagãos, mas depois sofreram influências do catolicismo.
Celebradas no Brasil desde o século XVII, as Festas Juninas ou Joaninas constituem a segunda maior comemoração realizada pelos brasileiros, perdendo apenas para o Carnaval.
Com a chegada dos portugueses ao Brasil, as festas que já existiam na Europa também aqui desembarcaram. Aos poucos, houve uma fusão dos costumes trazidos pelos portugueses com as tradições sertanejas e elementos próprios do interior do nosso País.
Comidas típicas, danças e enfeites, utilizados nas festas juninas, são hoje uma junção de partes da cultura africana, europeia e indígena.
O mês de junho representa a “safra” dos sanfoneiros e dos trios de forró “pé-de-serra” (sanfona, triângulo e zabumba).
Não existe forró eletrizado que supere o forró “pé- de- serra”. Principalmente, para as festas juninas.
Barulho é uma coisa e a boa música é outra.
Sem estourar os ouvidos de ninguém, como, geralmente, faz o forró eletrizado, o forró “pé de serra” faz o povo delirar, principalmente, com o lirismo das músicas do saudoso compositor e cantor brasileiro Luiz Gonzaga do Nascimento (13.12.1912 – 02.08.1989), imortalizado como o Rei do Baião.
Tocando e cantando o verdadeiro forró, com letras cheias de lirismo e encanto, como na música “Olha pro Céu”, o grande compositor Luiz Gonzaga continua vivo, eternizado pelas suas belas músicas, algumas feitas em parceria com Zé Dantas, Humberto Teixeira, João Silva e outros grandes compositores.
As músicas de Luiz Gonzaga são insuperáveis. O lirismo das suas marchinhas e quadrilhas juninas é marcante e encantador.
As quadrilhas tradicionais, com seus trajes matutos, e ao som de músicas próprias para as festas juninas, eram um delírio.
As atuais quadrilhas estilizadas são um fracasso. Irritantes, e com trajes “chocados” de uma só vez. Os trajes são todos iguais, e mais parecem escola de samba.
“Olha Pro Céu” (Luiz Gonzaga – José Fernandes) é um poema lindíssimo e por isso se perpetuou através do tempo.
Assim são as músicas de Luiz Gonzaga, como: Polca Fogueteira, Lascando o Cano, Pagode Russo, Fogueiras de São João, São João na Roça, Fogo sem Fuzil, Quero Chá, Matuto de Opinião, Assum Preto, Asa Branca, Vem Morena, Choromingô, e outras.
Na etimologia popular, a origem da palavra “forró” está associada à expressão da língua inglesa “for all” (para todos). Para essa versão, conta-se que no início do século XX, os engenheiros britânicos, instalados em Pernambuco, para construir a ferrovia Great Western, sempre promoviam bailes abertos ao público, ou seja “para todos”. O termo passou a ser pronunciado “forró” pelos nordestinos.
Outra versão da mesma história substitui os ingleses pelos americanos fixados em Natal, no período da Segunda Guerra Mundial, quando uma base militar foi instalada em Parnamirim (RN). As festas na base aérea eram constantes e os americanos disponibilizavam ônibus para levar as moças da sociedade natalense para os bailes que promoviam. Daí surgiram namoros e muitos casamentos de jovens potiguares com soldados americanos.
Atualmente, o forró é a dança mais popular do Nordeste brasileiro e a que provoca maior animação entre as pessoas jovens. As tradicionais festas juninas só são autênticas, quando abrilhantadas por conjunto de forró pé-de´serra, com sanfona, triângulo e zabumba.
Cara Violante. As festas juninas ocorrem no Brasil todo. Em cada região tem uma tradição. Em comum com o NE aqui em SP temos as quadrilhas dançantes. Não sei se aí tem quentão, pois as noites juninas costuma ser frias e a bebida ajuda a esquentar.
Realmente é uma festa raiz, com devoção aos santos (Antônio, João, Pedro e Paulo). Evidentemente tradição não combina com o progressismo esquerdista, então aos poucos querem tirar esta tradição católica da festa, tornando-a pagã e mundana com trios eletrônicos e festas nada inocentes.
No NE são cerca de 1 mês com muita festa, aqui não há muita, ficando só um dia do Santo de devoção ou padroeiro para cada lugar.
Um beijo e Bom FDS, minha cara.
Obrigada pelo comentário gentil, prezado João Francisco.
Desde criança, tenho loucura pelas festas juninas. Apesar de morar em Natal, nasci e me criei em Nova-Cruz (RN), pequena cidade do interior (Agreste).
As festas juninas no interior sempre foram muito valorizadas. Cada casa tinha em frente, uma fogueira queimando. A principal festa junina sempre foi o São João,, primo de Jesus e que o batizou no Rio Jordão.
Meu saudoso pai, Francisco, enfeitava o nosso terraço com bandeirinhas coloridas, enquanto minha saudosa Mãe, Dona Lia, preparava uma mesa farta, com canjica, pamonha, bolo de milho, pé-de-moleque (bolo preto) milho cozido e assado, e outras iguarias. O quentão e o Aluá de abacaxi sempre estavam presentes nessas festas, que rolavam a noite toda, ao som de músicas juninas com sanfoneiro, zabumba e triângulo.. Sem falar nos fogos (bombas, foguetões, traque de chumbo e chuveiros. A alegria se completava com a noite estrelada, simpatias, adivinhações e outras brincadeiras. A felicidade estava sempre presente. E todos estavam vivos…
Um beijo e um Bom FDS para você também, querido amigo!
Cara Violante, é como eu sempre digo aqui, o que o NE tem de melhor a fornecer para o resto do Brasil, é sua rica cultura. Para mim não há outra igual. Sei que cada região do país tem suas peculiaridades, mas o NE é muito pródigo em tradições.
Beijos
Bom dia, mulher de nome lindo,
Sigo viagem no “fuscarmar” para “espiar” as terras dos ascendentes de Bitonio Coelho, em Carpina (PE) e na volta, voltarei a comentar OLHA PRO CÉU, onde vou observar na fonte os festejos.
Abraçaço, querida.
Um ótimo dia, grande cronista Ciço Tavares!
Recomendações ao Coronel Bitônio!
Um bom retorno.
Abraçaço, querido amigo!
Violante,
Parabéns pela crônica sobre as origens das estas juninas (Santo Antônio (13/6), São João (24/6) e São Pedro (29/6). Concordo com o seu argumento que não existe forró eletrizado que supere o forró “pé- de- serra”. Aproveito o excelente tema para fazer um breve histórico sobre Santo Antônio.
Batizado de Fernando Bulhões, Santo Antônio era um frade franciscano, nascido em 1195, em Portugal, mas viveu a maior parte de sua vida em Pádua, na Itália. Apesar de não ter em seus sermões nada específico sobre casamento, Santo Antônio ficou conhecido como o santo casamenteiro por conta da ajuda que dava a moças humildes a fim de conseguirem um dote e um enxoval para o casamento. Ele é uma figura histórica que superou várias adversidades para encontrar sua vocação. Dedicou a vida na busca incessante pela paz e pelo amor entre os seres humanos, inspirando assim milhões de devotos em todo o planeta.
No Brasil, Santo Antônio, o milagreiro, protetor dos pobres e das causas perdidas é geralmente invocado para auxiliar moças com a finalidade de encontrar maridos. É necessário um ritual a fim de agilizar o pedido que consiste em colocar sua imagem de cabeça para baixo ou tirar do seu braço o menino Jesus. Quando o pedido é atendido, o santo volta à posição normal, ou recebe de volta a imagem do menino que lhe foi tirada.
Luís da Câmara Cascudo, um dos mais respeitados pesquisadores do folclore e da etnografia no Brasil, no seu Dicionário do Folclore Brasileiro, ajuda às mulheres que desejem chegar mais rápido ao matrimônio com a descrição da reza do dia 13 de junho, dia de Santo Antônio:
“Meu Santo Antônio querido
Eu vos peço, por quem sois:
Dai-me o primeiro marido,
Que o outro eu arranjo depois.”
Desejo um final de semana pleno de paz, saúde e felicidade
Aristeu
Obrigada pelo excelente comentário, prezado Aristeu!
Gostei imensamente de conhecer a vida de Santo Antônio e a oração para arranjar marido,, citada por Câmara Cascudo no seu Dicionário do Folclore Brasileiro.
“Meu Santo Antônio querido
Eu vos peço, por quem sois:
Dai-me o primeiro marido,
Que o outro eu arranjo depois.”
E Santo Antônio fez muitos casamentos mesmo.
Tem uma oração forte para Santo Antônio arranjar marido, que termina dizendo:
“Meu glorioso Santo Antônio: SE ELE (dizer o nome do pretendente) NÃO QUISER VIR POR BEM, TRAZEI-O AOS EMPURRÕES”.
Era batata!!! rsrs
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Um final de semana pleno de paz, saúde e felicidade para você também!, Feliz São João!!!
O nordeste é o verdadeiro celeiro da cultura brasileira. Seja ela literária, musical ou folclórica.
Quando analisamos que temos músicos como Fagner, Belchior, Ednardo, Zé
Ramalho, Gonzagão, Dominguinhos, Elba Ramalho, Alceu Valença, etc. e todos são nordestinos de raiz.
Fora do circuito musical do São João não podemos esquecer que, até o maluco beleza Raul Seixas é nordestino.
E isso incomoda um bocado o sul maravilha.
Olha pro céu, meu amor!
Olha a cultura do nordeste, meu povo!
Obrigada pelo comentário gentil, prezado Marcos André.
Tenho orgulho de ser nordestina e concordo com as suas apreciações positivas sobre o Nordeste., no que se refere à cultura literária, musical ou folclórica. Os nosso músicos são imbatíveis.
O sulista sempre solta alguma fagulha irônica sobre a cultura nordestina. Sinal de que o nosso Nordeste incomoda.muito. rsrs
Uma ótima semana!