
Semeando a vida humana
A vida é um sopro. Humana, ou não, é um sopro, sim.
E esse “sopro” não depende de nós. Depende, isso sim, da vontade do Criador. Quantas vezes já se discutiu isso e, ao final de tudo, não haverá nunca como discordar.
Eu, José. Alfredo e Jordina plantaram uma semente numa terra fértil. Dias se passaram formando meses. Meses depois a “cegonha” voou e atravessou mares e águas atlânticas. Uma forte mistura de raízes africanas com raízes indígenas.
A vida. O sofrimento que depurou e amalgamou o ser e ajudou na transposição dos muitos obstáculos quase puros. Os ensinamentos da simplicidade e da divisão do pouco com muitos. O milagre pela divisão e a vivência entre os ditos populares: “onde come um, comem muitos”. Uma colherada para um, outra colherada para outro. Uma concha de caldo para um, uma concha de caldo para outro.
Dividir a vida é saber vivê-la em divisão com outrem. Fora disso, nada mais é que egoísmo.

“Regando” a vida humana
Na volta ao barro, cada um de nós leva um pouco do que recebeu, e deixa muito do que doou. Princípio humanista do viver.
Para que, e para onde levar o que amealhou?
Nunca foi e jamais será diferente com o plantio de uma semente. Seja ela qual for.
Se for semeada em ambiente propício, mais cedo ou mais tarde a semente nascerá e, com certeza frutificará. E o que nasce, tal qual a semente humana, será, um dia, para ser dividido.

Semeando a semente
Quem semeia, um dia colhe. Mas haverá que sentir a necessidade de regar – para não deixar perecer. Regar será tão importante quanto o semear.
Mas, sabemos, o mundo está repleto de alguns que colhem e usam sem terem plantado. São esses, os consumidores. Os consumidores finais – e terão que pagar, de alguma forma, para consumir.

Cuidando da semente germinada e nascida
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