
Vorcaro e Roberta Luchsinger manifestam interesse em delação premiada e afirmam ter informações e provas a apresentar
A irmã de Vorcaro diz que ele está apavorado na prisão, está em pânico, não aguenta mais e quer falar tudo. Ele quer fazer delação falando tudo, não importa quem estiver envolvido. Eu não sei se vai haver dificuldade para isso, porque aquelas gravações que a Veja mostrou em que Vorcaro conta que houve pressão para dar R$ 1 bilhão, se ele conseguisse — e ele deu R$ 500 mil já — se conseguissem um aporte de 10 bilhões dos fundos de previdência das estatais, do Banco do Brasil, da Petrobras, da Caixa e dos Correios para o Banco Master.
Conversando lá, inclusive com o (hoje) ministro da Saúde, que era ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, através do braço direito dele no Palácio do Planalto.
E ele conta também que o patrocínio para o filme Dark Horse, do Bolsonaro, foi feito legalmente, às claras, e para um documentário sobre Lula pediram 30 milhões por fora, pagamento em dinheiro vivo lá ao Vorcaro: Vorcaro, Vaccari, Vaccari, Vorcaro. Parecido com o famoso Vaccari que já estava na Lava Jato, e o Paulo Okamotto, do Instituto Lula. A Veja desta semana confirma tudo isso.
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Roberta Luchsinger diz ter provas e querer delação premiada
E quem confirma também, na entrevista que deu para a CNN, é a Roberta Luchsinger. Ela disse que tem provas de tudo o que disse na CNN e quer, sim, fazer delação premiada. É incrível que essas gravações, como eu estava dizendo, foram oferecidas à Procuradoria-Geral da República e não aceitaram, sendo que precisavam de prova. Ora, prova. O procurador é que procura a prova. O delator conta, e aí cadê a prova? Vai lá buscar. Está aqui o indício.
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Promessas de Lula entram no debate sobre crimes eleitorais
E por falar nisso, tem gente aí reclamando do Tribunal Superior Eleitoral: “Ah, o Lula está cometendo crimes eleitorais, um atrás do outro.” São essas promessas: vai dar canetinha para emagrecer, vai pagar 5 mil para cada microempresário, vai perdoar a dívida do microempresário, aumentou o Bolsa Família. Ele nem sabia que não teve aumento do Bolsa Família, ainda era o aumento que o Bolsonaro deu. Diz ele que não sabia, ou guardou para dar em cima da eleição para ter mais efeito. Tudo isso está no artigo 299 do Código Eleitoral. É crime eleitoral dar, oferecer ou fazer promessa. Basta fazer promessa. A história das bets, que seria para agradar as religiões.
Aí perguntam: “Puxa, o Tribunal Eleitoral não faz nada?” Não, o tribunal não tem que fazer nada. Os juízes não têm iniciativa para fazer isso. Fora o Moraes e o Toffoli, que tiveram a iniciativa de fazer o inquérito do fim do mundo — Toffoli, no caso, e arranjou um relator sem sorteio. Quem tem a iniciativa disso? Ou é o partido que se julga prejudicado, ou é a própria Procuradoria-Geral Eleitoral, que pode, sim, ao tomar conhecimento de uma notícia-crime, tomar a iniciativa. Não sei se estão guardando, porque o candidato que faz isso simplesmente perde o registro, perde a candidatura, fica fora da eleição. Mas ninguém está fazendo nada até agora, pelo menos.
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Lula fala enquanto incêndios avançam na Amazônia
Mudando um pouquinho de assunto, Manaus está irrespirável. Já faz mais de uma semana de fogo por ali. Incêndios são assim: centenas de incêndios neste momento. Nunca teve tanto incêndio na Amazônia como agora. E a saliva do Lula não apaga incêndio. Não adianta só falar. Tem a mania de falar, de criar um factoide, mentira… uma atrás da outra não resolve. Está lá a Amazônia queimando.
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Violência atinge Paris e outras cidades europeias com incêndios e saques
E, por falar em queimar, eu queria registrar aqui com uma dor no coração, porque esse é patrimônio da humanidade, o que estão fazendo em Paris, em outras cidades francesas, Marselha, até na Itália, em Milão. Em Paris, um quebra-quebra, fogo em igrejas, fogo em escolas, fogo em monumentos, destruição. E a gente vai ver quem são: migrantes ou filhos de migrantes, gente que veio do Oriente Médio, da África, foi acolhida pelos franceses e está lá nessa violência terrível.
Aí eu faço uma comparação: o Hitler mandou o Dietrich von Choltitz, general comandante das forças de ocupação de Paris, queimar Paris, e ele se recusou porque é um patrimônio da humanidade. Até hoje os parisienses guardam o quarto de hotel em que ele ficava, no Hotel Le Meurice, como homenagem a esse soldado que impediu isso. No entanto, as pessoas que foram acolhidas pelos franceses, acolhidas pelos italianos, estão fazendo isso: essa destruição, uma tristeza, acabando com lojas de pequenos comerciantes, invadindo, roubando mercadorias, depredando a loja, vandalizando tudo, quebrando vidros… Meu Deus do céu, agredindo pessoas na Europa. Civilização, né?