JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

Na fila da seção para votar, uma senhora toda metida em roupa vermelha, chegou e perguntou em voz alta:

– Onde fica a fila das buchudas?

Eu já ia lhe dizer que ela poderia seguir direto para a porta, quando uma menina, sua filha adolescente, resolveu repreender a mãe.

– Ô, mainha, deixe disso!

A mulher quis insistir e a filha não deixou a mentira prosseguir:

– A senhora não está buchada.

A mãe meio irritada acabou confessando que uma amiga, “que tem o bucho quebrado, como o meu, disse e passou na frente”, falando com a maior naturalidade.

Eu, não me aguentando, resolvi entrar na conversa.

– Sua amiga praticou um ato de corrupção. Depois não pode reclamar de corruptos. – acrescentei: – Já imagino em quem votou.

A mulher arregalou os olhos para mim, não sei se surpresa por minha intromissão, ou pela ansiedade de dizer em quem votará:

– Em Lula. Claro! Que a gente não sabe apertar outro além do 13.

Eu exclamei baixinho, só para mim, “está explicado”.

E sigo na fila para votar contra essas coisas.

Agora chegou outra, toda de vermelho, afirmando que deveria “ter tomado emprestado a filhinha da vizinha para se adiantar na fila”.

Nosso povo…

Um comentário em “O POVO HONESTO”

  1. óh, Jesus de Ritinha,
    perdoe-me, você conclui afirmando ”Nosso Povo”’.
    Escuse-me, NÃO É ‘Nosso Povo’, em absoluto !
    Está, sim, explicado: É UMA PETRALHENTA, PETRANOJENTA, PETRASAFADA !
    Aponte – gostarei de conhecer, em qualquer lugar do Universo, um esquedalhento
    que não seja safado, patife, sacripanta, etc, etc, etc.

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