XICO COM X, BIZERRA COM I

Nunca é tarde para voltar a ser criança, brincar. O tempo gosta da brincadeira de pega-pega comigo e quase sempre vence a disputa. Eu nunca soube jogar direito esse jogo. Mas insisto em jogar. Quem sabe um dia eu vença a disputa e consiga perenizar o tempo feliz e fazer com que as mazelas do tempo ruim não se demorem por aqui, na ânsia de me pegar. O lado bom é quando num descuido, a gente pega a felicidade e ela se pendura no ponteiro das horas, aquele que anda mais devagarzinho, quase parando. Mas isso nem sempre acontece: ela é teimosa e, às vezes, acha de se amontar no dos segundos, aquele que corre veloz e cumpre seu ciclo rapidamente. E vai embora tão rapidamente quanto chegou. Mas bom mesmo, sem igual, é quando a felicidade se aboleta de preguiça no ponteiro do relógio sem corda e as horas param, não avançam e a felicidade, então plena, faz-se estática, duradoura e permanece marcando, por um bom tempo, um tempo bom. Ainda existem aqueles relógios em que se dá corda?

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  1. Mais um texto estelar do mestre Xico. Só um problema, amigo. Você fala em relógios que dão corda. E como fico eu, seu pobre devoto, que não uso relógio?, eis a questão.

  2. Pois é, meu tri-Academico e nobre Jurista: usos e costumes são próprios de cada um. Eu, por exemplo, não uso charutos, embora inveje que os usa. Há braços, sempre, para os amigos. XICO

  3. Xico, brincar!….. brincar, e brincar! A gente brincava, não brigava, nera? A gente brincava até de brincar, lembras? Correr, correr e correr sem cansar! A gente nem se dava conta do cansaço, e brincava brincando!
    Ah, Xico, que tempo bom!
    Hoje continuo brincando na brincadeira de contar estrelas, brincar de sentar na espreguiçadeira para ver o sol se pondo!
    Brincar é bom, Xico!
    Os meninos não brincam mais – hoje, brincam de matar, de fumar, de roubar e até se divertem… brincando, sem brincar!

  4. Pois é, José de Oliveira Ramos, no nosso tempo o brincar era bom, sem celulares, TVs e outros ‘bichos’. Eu também brinco, ainda hoje, de contar estrelas … Abraço

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