CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

A vivência bancária me proporcionou momentos que jamais esquecerei; sobremodo os pitorescos, alguns dos quais tomei conhecimento por ouvir falar e outros por presenciar.

O Substituto de Inspetor – Pedro Berto Filho – foi a Palmares, para verificar como estava a situação da Indústria de Laticínios Rosa dos Ventos, cujo dono falecera há cinco meses.

O Banco do Brasil havia aplicado valores significativos para o crescimento daquela empresa. Mesmo sem haver atrasos, era de praxe, inspecionar. Estando o Inspetor de férias foi escalado o Substituto para a missão.

O representante do BB observou que o funcionamento da empresa estava normal. D. Maria das Mercês, viúva de Zé Galdino, assumira a firma com muita competência.

O beneficiamento, as vendas e os recebimentos tudo se processava normalmente. As contas estavam em dia, sobretudo os pagamentos ao Banco.

O Substituto do Inspetor verificara tudo pela Contabilidade com assistência do Contador da empresa.

Como teria que seguir para outra missão Pedro Berto Filho passou um telegrama para seu chefe:

“Tudo OK. Viúva continua com o negócio aberto.”

6 pensou em “O NEGÓCIO

  1. Sr. Carlos Eduardo Santos.
    Mais uma das suas “Crônicas cheias de graça”.

    Onde grassa nosso encanto, deleite e satisfação.
    Por uma leitura sempre bem humorada, graciosa, real e ficcional ao mesmo tempo.

    E de graça! É de graça, porque não tem preço. Se me permite, já ouvi dizer que “de graça, até condução errada”.
    Desculpe-me, saiu sem querer. Humor, não é o meu forte.

    Uma curiosidade, parental, suscita na minha mente.
    Meu avô materno, chamava -se Eduardo Gomes dos Santos.
    Acredito que o senhor e meu avô não pertençam a mesma árvore genealógica.
    Mas, Pedro Berto Filho. A história da “Viúva continua com o negócio aberto”. Vivenciada em Palmares. Teria alguma relação com o nosso estimado editor Luiz Berto Filho?
    Por favor, esclareça-me essa dúvida. Já que o senhor não fez nenhuma menção à respeito.

    Tenha um excelente Domingo junto aos seus familiares.
    Mais uma vez, foi um privilégio comunicar-me com o senhor.
    Meus respeitos e minha admiração. Fique com Deus.

  2. Recife, 19.10.2020 – Caro Luiz Carlos,

    Fico feliz por sua leitura e comentários, pelo que agradeço.

    Pedro Berto Filho não tem parentesco com nosso Editor.

    Quanto à possibilidade de nosso parentesco, julgo de bom alvitre lhe transmitir algumas informações.

    Tenho pesquisado, sobre os destinos dos meus antecedentes e os descendentes que acabaram formando minha grande família.

    Há notícias constante em livros e pessoas idôneas, que os nomes SANTOS, CARVALHO, PINHO, etc. são oriundos de judeus que vieram para o Brasil no tempo da invasão holandesa, e fugindo da Inquisição adotaram esses nomes.

    Não tenho outros conhecimentos.

    Mas, quem sabe se não somos parentes?

    Veja aí de onde venho.

    MEU AVÔ PATERNO:
    JOÃO PACÍFICO FERREIRA DOS SANTOS (1ª união)
    C/c Anna Alexandrina da Fonseca Galvão
    N/c – Ana Alexandrina Galvão dos Santos
    Filhos:
    Pericles Pacífico Galvão dos Santos
    Pedro Galvão dos Santos
    João Galvão dos Santos
    Ignácio Galvão dos Santos
    Dorval Claudino Galvão dos Santos
    Gracinda Maria Galvão dos Santos
    Mário Coriolano Galvão dos Santos
    Pedro Celestino Galvão dos Santos
    Mário Coriolano Galvão dos Santos
    João Pacífico Galvão dos Santos

    Em princípios de 1905, meu avô João Pacífico Ferreira dos Santos enviuvou, com 45 anos, e casou-se em 11 de novembro do mesmo ano com aquela que seria minha avó: Maria da Conceição Maranhão de Mello Lins, formando nova família. A família dela era natural de Goiana – PE.

    JOÃO PACÍFICO FERREIRA DOS SANTOS (2ª união)
    C/C – MARIA DA CONCEIÇÃO DE MELLO LINS
    (Maria da Conceição Lins Pacífico dos Santos)
    Filhos:
    Ana Alexandrina Lins dos Santos- “Donana”
    João Pacífico Lins dos Santos _ “Joãozinho”
    Pedro Lins dos Santos – “Pedrinho”
    Arthur Saraiva Lins dos Santos – “Tutú”
    Paulo Afonso Lins dos Santos
    Maria da Conceição Lins dos Santos – “Mariíta”

    ANA ALEXANDRINA LINS DOS SANTOS
    (Ana Alexandrina dos Santos Maranhão)
    FRANCISCO XAVIER CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE MARANHÃO
    Marcelo Leovigildo dos Santos Maranhão
    Múcio Scevola dos Santos Maranhão
    Paolo Emílio dos Santos Maranhão
    Luiz Fernando dos Santos Maranhão
    Ana Maria dos Santos Maranhão

    MARCELO LEOVIGILDO DOS SANTOS MARANHÃO
    C/C – MARCELLE 0000000 000000
    (Marcelle 0000 Maranhão)
    Luiz Carlos 0000000 Maranhão
    Ana Lúcia 000000 Maranhão
    Cristina Maria 00000 Maranhão
    Marcelle Maria 0000 Maranhão

    MÚCIO SCÉVOLA DOS SANTOS MARANHÃO
    C/C – Luzia Ribeiro de Calazans – “Zita”
    (Luzia de Calazans Maranhão)
    Paulo Frederico 00000 Maranhão
    Ana Margarida 000 Maranhão

    PAOLO EMÍLIO DOS SANTOS MARANHÃO
    C/C – MARIA DE LOURDES MARQUES GONÇALVES
    (Maria de Lourdes Gonçalves Maranhão)
    Ana Maria Gonçalves Maranhão
    Marilourdes Gonçalves Maranhão
    Paola Maria Gonçalves Maranhão
    Marta Regina Gonçalves Maranhão

    LUZ FERNANDO DOS SANTOS DE ALBUQUERQUE MARANHÃO
    C/C – MARIA DOS PRAZERES 00000 0000
    (Maria dos Prazeres 0000000 Maranhão)
    Ana Andréa 0000 Maranhão
    Múcio 000 Maranhão
    Patrícia 0000 Maranhão
    Flávia 000 Maranhão

    ANA MARIA DOS SANTOS ALBUQUERQUE MARANHÃO
    (Ana Maria Maranhão Cardoso)
    C/C – Laércio Cardoso
    Filhos:
    Laércio Cardoso Júnior
    Marcelo Maranhão Cardoso
    Maurício Maranhão Cardoso

    MEU PAI:
    ARTHUR SARAIVA LINS DOS SANTOS
    C/C – Alice Cordeiro de Carvalho
    (Alice Carvalho dos Santos)
    Filhos:
    Carlos Eduardo Carvalho dos Santos
    Maria Alice Carvalho dos Santos

    Carlos Eduardo Carvalho dos Santos (1ª união)
    C/C – Carmen Gomes de Almeida
    (Carmen de Almeida Santos)
    Filhos:
    Carlos Eduardo de Almeida Santos
    Jeanine de Almeida Santos
    Gustavo Jorge de Almeida Santos

    Carlos Eduardo de Almeida Santos
    C/C – Eliane Barreto Buarque
    (Eliane Buarque de Almeida Santos)
    Filhos:
    Gabriela Buarque de Almeida Santos
    Maria Eduarda Buarque de Almeida Santos
    Eduardo Buarque de Almeida Santos

    Jeanine de Almeida Santos
    (Jeanine Santos Linhares)
    C/C – Tércio José de Souza Linhares
    Francisco Sales Linhares Neto
    Patrícia Santos Linhares

    Francisco Sales Linhares Neto
    C/c Adriana………………………….
    Filhas:
    Geovana ……….Linhares
    Luana……………………Linhares

    Patrícia Santos Linhares
    C/c …………………………..
    N/c Patrícia Linhares Schoreder………….
    Filhos:
    Isabela Telga Linhares Shoreder………..
    Set Linhares Schoreder………….

    Gustavo Jorge de Almeida Santos
    C/C/ Juliana Maria Cavalcanti Pinheiro
    (Juliana Maria Pinheiro Santos)
    Filhos:
    Júlio César Pinheiro Santos
    Gabriel Pinheiro Santos

    Carlos Eduardo Carvalho dos Santos (2ª União)
    C/c – Isabel dos Santos Machado
    N/c Isabel Machado Carvalho dos Santos
    Filho:
    Carlos Eduardo Carvalho dos Santos Jr.

    Com um abraço parental, disponha do
    Carlos Eduardo Carvalho dos Santos.

  3. Boa noite, Sr. Carlos Eduardo.
    O senhor não é só gentil e atencioso. É daquelas pessoas, mesmo que não venhamos a ter parentesco. Ficamos torcendo para termos.

    Que coisa incrível que o senhor fez. Mostrar toda sua descendência. Detalhar até suas origens. Tenho o senhor na minha mais alta consideração.
    Muito obrigado pelo carinho e atenção.

    Dos meus parentes. Posso dizer-lhe que por parte de pai é do Estado do Rio. Já pelo lado materno, onde lhe falei sôbre meu avô Eduardo Gomes dos Santos é de Recife mesmo.

    Minha avó, mãe da minha mãe.
    Veio no ventre da minha bisavó (que não conheci) que estava no sétimo ou oitavo mês de gravidez. Imigrantes da Itália, que aqui chegaram no finalzinho do século 19. Foram para Recife e se instalaram por lá. Montaram confecções de tecidos. Famílias Grizzi e Cozzi.

    Minha mãe, contou-nos de uma história muito linda sobre seus pais, nossos avós.

    Meu avô ficara viúvo e com um casal de filhos para criar. Trabalhando, não tinha com quem deixá-los.

    Pedia muito à Deus que o fizesse conhecer uma mulher boa, de família (naquela época, isso era o mais importante, principalmente), que gostasse de crianças e que ela e a família o aceitasse com os dois filhos.

    Essa história daria um filme, senhor Carlos Eduardo.

    Daí, ele passou à ter sonhos com uma mulher. E era sempre o mesmo rosto que aparecia quando sonhava com ela.

    Certa vez passeando com os filhos. Na Ilha de Itamaracá.
    Em algum momento viu uma mulher que lembrou muito àquela dos seus sonhos.
    Passou à acompanhá-la de longe. Até chegar em outro local, onde ele tomou um susto. Encontrara a mulher dos seus sonhos. Era a irmã da que ele seguiu.

    Enfim, casaram-se e tiveram mais oito filhos. Minha mãe é a caçula. De vez em quando pedimos para ela nos relembrar dessa história.

    Ela às vêzes fala do sobrenome Grizzi. Que perdeu, devido ao que acontecia antigamente. Quando uma mulher casava tinha que adotar o novo sobrenome do marido. Ela era Grizzi da minha avó e Santos do meu avô. Saiu o Grizzi. Ficou o Santos e entrou o Freitas do meu pai.

    Espero não tomar muito seu tempo. Quando o senhor chegar a ler sôbre o que escrevi.

    Obrigado ao senhor. Vou observar mais sua heráldica. Procurar a nossa também. Depois torno a escrever-lhe.

    Grato também. Por esclarecer o não parentesco entre o Pedro e o Luiz. Os dois, Berto Filho.

    Fique com Deus.

  4. Terras do Engenho Poeta, Caxangá, 21.10.2020, Recife.

    Caríssimo Luiz Carlos.

    Note que já lhe elevei à categoria superlativa considerando-o Caríssimo.

    Sua crônica interessantíssima. Adorei!

    Nossas antecedências são importantíssimas para nossos filhos e netos, porém, trazem consigo responsabilidades.

    Meu avô paterno, João Pacífico Ferreira dos Santos, mais conhecido como Pacífico dos Santos, foi o mais ilustre dos dois ramos.

    Advogado, Juiz de Direito, jornalista, poeta, professor e teatrólogo, lutou na Campanha do General Emídio Dantas Barreto ao Governo de Pernambuco, quando derrubaram a oligarquia de Rosa e Silva, mas levou um tiro no ombro em plena Pracinha do Diário, quando discursava.

    Depois de morto recebeu nome de rua, no Paissandu, alí atrás do Hospital Português, no Recife.

    Deixou exuberante herança cultural, mas grandes responsabilidades sobre meus ombros.

    Peguei parte de sua hereditariedade e vou me arrastando nas letras, brinquedinho que desde os 14 anos adoro.

    Só me preocupa o fato de depois de haver escrito alguns livros sérios, sob temas históricos, ando agora com essa mania de escrever coisas pitorescas.

    Mas, é meio fácil de conquistar leitores e deles fazer amigos como você.

    Continuemos com essa amizade literária, porque já me considero seu parente.

    Ex-corde,

    Carlos Eduardo

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