Neto, a maior invenção de Deus, é filho lambuzado de doçura
Mariana dorme o sono de recém-mãe. Dona Dulce, eu e o pai Clécio sorrimos. Era Outubro, um final de tarde, dia 7. Deus amanheceu inspirado e inventou Bernardo. Ele dorme o sono da vida, mas já enternecendo meus dias futuros. Seu sono inocente é um acalanto para um homem, cabelos algodoados, que descobriu, em 2013, a ventura de ser avô do filho da filha de dona Dulce.
E ele, em seu berço primeiro, olha para mim, como que a balbuciar a meus ouvidos a palavra Amor, deixando escapar na ternura de seus olhinhos a canção de Paz por que tanto lutei. Fez-me sentir na pele o amanhecer do dia ao preparar os meus milhares de colos e braços para recebê-lo, enquanto começavam a surgir as notas da canção que pensei criar e que o desassossego da vida só permitiria compor os primeiros acordes algum tempo depois.
Bê continua a inspirar um avô cada dia mais apaixonado. São 4.750 dias e ele continua enfeitando meu viver. Como não me plantar num inverno de alegrias para florar risos nesse meu olhar de avô? Salve Bernardo, que me dá a alegria de tê-lo como neto. Feliz 13 anos, meu amiguinho/amigão, meu imenso companheiro. São tantos dias emanando cheiros no meu pé de alegrias. E ele hoje, no jardim da felicidade, crescido e florado, já está carregado de bons frutos. Que assim continue! Que a vida lhe sorria, sempre. Parabéns, Bernardo! Beijos mil!