XICO COM X, BIZERRA COM I

Ir-se ao céu é muito bom. Ao inferno, nem tanto, mas necessário, às vezes: conhecendo o lado ruim, talvez aprendamos a valorizar, na medida exata, o lado bom, a entendermos opiniões divergentes das nossas. Amigos, tenho nos dois territórios. Mas também possuo o dom de compreendê-los e até perdoá-los. Tenho a plena consciência de que não devo tentar persuadi-los a mudar de lado: se do lado errado, lá estão por entenderem ser aquele o lado certo. Por assim ser, eles estão certos. E até digo: pode ser que o lado errado seja o meu, sei lá. Apenas fico triste ao constatar pessoas próximas e queridas, tidas como inteligentes e esclarecidas, defendendo o que para mim é indefensável. Lutam, a meu olhar, por causas nem um pouco nobres. Inocentes? Não sei. Sei que, quando o filho do meu neto um dia souber que eu nunca aceitei as práticas equivocadas de quem é contra o bem e a favor do mal, eu me sentirei recompensado por assim ter me posicionado, esteja onde estiver: no céu ou no inferno …

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3 pensou em “O CÉU E O INFERNO

  1. Caro Xico, o maior mandamento cristão é:” ame ao próximo como a ti mesmo”.

    Um mandamento curto, mas muito difícil. Amar a quem me ama é fácil, o difícil é amar a quem me odeia, ou pensa diferente de mim.

    Além deste mandamento tenho como base a defesa da liberdade de expressão, da vida em todas as etapas e de todos os seres humanos, da família como base da sociedade, da propriedade privada e da auto defesa de seus bens conquistados.

    Se estou no céu ou no inferno? Não sei, porém quem me julgará não é deste mundo.

  2. Essas pequenas ( no tamanho ) crônicas são coisas de gênio. XICO Bizerra se revela, nelas, como um autor consagrado. Viva ele, que escreve. E viva nós, que podemos ler. E aprender. E nos encantar.

  3. Não fosse a generosidade dos fubânicos, eu já teria desistido de minhas croniquetas neste querido JBF. Grato a João Francisco e ao Padre (com status, in pectori, de Cardeal) José Paulo por palavras tão gentis.

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