Mote deste colunista:
Há muita sabedoria
Num cantador nordestino.
Quem já ouviu Zé Vicente,
Pinto, Furiba e Xudu,
Um Louro do Pajeú,
Manoel Pedro Clemente.
Diniz, de rima envolvente,
Com Heleno Severino,
Sebastião e Laurentino
No “Coqueiro da Bahia”.
Há muita sabedoria
Num cantador nordestino.
Funcionário das rimas,
Um “sabido sem estudo”
A viola, seu escudo,
A espada, as cordas primas.
Sabe falar sobre os climas,
Da saga de Jesuíno,
De Damião, peregrino
Nos dando a Eucaristia.
Há muita sabedoria
Num cantador nordestino.
Um descendente direto
Dos medievais aedos,
Habilidade nos dedos
E um discurso completo.
Falando em seu dialeto
Para alcançar seu destino.
Combatente paladino,
Guardião da Poesia.
Há muita sabedoria
Num cantador nordestino.
Foto da capa do primeiro Disco de violeiros repentistas lançado no Brasil, 1955, pela gravadora Rozenblit, de Recife-PE. Poetas Aristo José dos Santos e Zé Vicente da Paraíba, saudoso pai deste colunista

Excelente tudo isso: O tema, o mote e a poesia.
Do poeta e cantador potiguar François Silvestre:
“Só é cantador quem trás no peito
O cheiro e a cor da sua terra
A marca de sangue de seus mortos
E a certeza de luta de seus vivos.”
Verdade, amigo!
Grande abraço!
Parabenizar o poeta, pois, suas rimas são balsamos para nosso corpo… São suplementos de alegria para nossas almas… Manda mais poeta!!!
Obrigado, amigo!
Grande abraço!
Parabéns pelo lindo mote e belíssimas glosas, grande poeta Wellington Vicente!
Você tem a quem puxar!!!
A ilustração está linda e emocionante!
Grande abraço!
Obrigado, amiga!
Suas palavras são o combustível para a minha motivação poética.
Grande abraço!