DEU NO JORNAL

Paulo Briguet

Conanda aprova resolução que promove o aborto em meninas de 14 meses, até o novo mês de gestação

“Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho.” (Ap 12, 3-4)

Na semana passada, o Ministério Público da Bahia instaurou um inquérito para apurar denúncia de racismo contra a cantora Claudia Leitte. Segundo os denunciantes — a iyalorixá Jaciara Ribeiro e o Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras —, a artista teria incorrido em “ato de racismo religioso consistente na violação de bem cultural e de direitos das comunidades religiosas de matriz africana”, com possibilidade de responsabilização criminal.

O crime de Claudia Leitte teria sido o de substituir o nome de Iemanjá pelo nome de Jesus (na forma hebraica Yeshua) em um verso da canção “Caranguejo”. Note-se que a cantora não criticou nenhuma religião, não promoveu segregação cultural, não atacou ou prejudicou ninguém — apenas pronunciou a palavra Yeshua durante uma performance artística, fazendo valer a sua liberdade de crença e a sua liberdade de expressão, direitos que lhe são assegurados pela Constituição Federal e, mais do que isso, foram inscritos no coração do homem pelo próprio Deus.

Recentemente, no Brasil, um ministro da Justiça, que virou ministro do STF, e um ministro do STF, que virou ministro da Justiça, fizeram declarações estarrecedoras e bastante similares sobre direitos fundamentais.

Em maio de 2023, durante reunião com representantes das redes sociais, quando ainda estava no governo federal, Flávio Dino disse: “Acabou o tempo de liberdade de expressão absoluta no Brasil, está sepultado”. Dias atrás, Ricardo Lewandowski soltou uma das frases mais escandalosas da história do Congresso Nacional: “Nenhum direito é absoluto, nem o direito à vida”.

O inquérito contra Claudia Leitte e as falas de Dino e Lewandowski ilustram perfeitamente a visão de mundo do regime PT-STF: um mundo em que os direitos à palavra, ao pensamento, à fé e à própria vida — direitos que não foram concedidos por nenhum Estado, mas pelo Criador de todas as coisas —  são espezinhados e descartados conforme a vontade dos donos do poder.

Na manhã desta segunda-feira, antevéspera de Natal, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente (Conanda) mostrou mais uma vez que vivemos em uma ditadura, onde os direitos mais fundamentais podem ser cancelados a qualquer momento, ao capricho daqueles que ocupam cargos de mando.

Por 15 votos a 13, os membros do Conanda aprovaram uma amaldiçoada resolução que não apenas permite, mas torna obrigatório, o assassinato de bebês nos ventres de gestantes menores de 14 anos, sem a necessidade de consentimento dos pais, até o nono mês de gestação.

De acordo com a resolução, o Conselho Tutelar tem a obrigação de reportar os casos de gravidez em menores de 14 anos e dar início a um procedimento de aborto, independentemente das circunstâncias em que esses bebês foram gerados.

Isso equivale a assinar uma sentença de morte para cerca de 15 mil bebês por ano no Brasil, com a adoção de métodos como a assistolia fetal, uma dolorosíssima prática de tortura proibida até mesmo em animais. Em outras palavras, o Conanda aprovou um genocídio — e o que é pior, um genocídio contra as mais indefesas de todas as vítimas.

É importante ressaltar que os conselheiros do Conanda não foram eleitos por ninguém. Eles foram indicados pelas tais “organizações representativas da sociedade civil”, totalmente dominadas pela extrema-esquerda, ou então nomeados pelo desgoverno Lula, o qual já deixou bem clara a sua posição favorável ao aborto desde que passaram as eleições presidenciais.

Já no dia 2 de janeiro de 2023, a ministra da Saúde — uma socióloga marxista abertamente favorável à legalização do aborto — retirou a assinatura do Brasil de todos os tratados internacionais em defesa da vida firmados durante o governo Bolsonaro.

A encenação dos votos contrários à resolução por parte dos indicados pelo governo não engana ninguém: essa medida jamais deveria sequer ter sido colocada em votação! Todos os que permitiram a votação dessa matéria terão as mãos sujas do sangue dos inocentes. Em russo, a palavra para designar conselho é soviete.

Como bem definiu o historiador polonês-americano Richard Pipes, o governo soviético é aquele que se põe a destruir o seu próprio povo. Com a sua resolução genocida, o Conanda declarou guerra ao povo cristão do Brasil.

Por falar em cristianismo, é necessário registrar que a resolução da morte só pôde ser aprovada pela ausência dos representantes de entidades religiosas que integram o Conanda: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Federação Brasileira das Associações Cristãs de Moços (ACM) e Inspetoria São João Bosco (Salesianos). Omissão e vergonha!

A Rússia soviética foi o primeiro país do mundo a legalizar o aborto, em 1920, por um decreto de Vladimir Lênin, provavelmente redigido pela líder feminista Aleksandra Kollontai. Nos anos seguintes, a Rússia se tornou a pátria do aborto.

Em meados dos anos 60, inacreditáveis 75% das gravidezes no país comunista terminavam em aborto — e até hoje a Rússia é um dos países com o maior número de abortos, mesmo com as tentativas de reverter o quadro.

O aborto é o responsável pelo maior genocídio de todos os tempos — maior até mesmo que o comunismo. Só na China, entre 1979 e 2015, quando vigorou a chamada “política do filho único” — calcula-se que 350 milhões de bebês foram assassinados, na maioria meninas.

A resolução do Conanda é uma tentativa vil e traiçoeira de estabelecer esse império da morte em nosso país.

Os defensores do aborto não estão preocupados com a saúde ou a integridade de nossas crianças — o seu objetivo é liberar o assassinato de bebês em qualquer circunstância e garantir a impunidade de carniceiros travestidos de profissionais que realizam essa prática.

Não por acaso, esse golpe está ocorrendo às vésperas do nascimento de Jesus — Aquele cujo nome a serpente odeia com todas as forças. O que vimos hoje foi o bote da serpente contra a Terra de Santa Cruz. Oremos.

5 pensou em “O BOTE DA SERPENTE: CONANDA APROVA ABORTO ATÉ 9 MESES DE GESTAÇÃO

  1. E isso acontece num país onde nem o pior assassino tem pena de morte. Mas já um bebê que é um ser humano completo e igualzinho a qualquer outro . . .

  2. Perfeita a análise do Paulo Briguet.

    Só acrescento algumas coisas em relação à perseguição da Cláudia Leite.

    A cantora baiana não fezuele em 22, apesar de ter sido muito cobrada. Também não apoiou Bolsonaro. Ficou em silêncio. Ficou marcada pelo tribunal do Dendê.

    A música Caranguejo (nunca ouvi e nem vou) pertence a ela. Não é a compositora, porém é de músicos pagos por ela.

    Portanto ela tem total domínio sobre a letra.

    Roberto Carlos fez isso quando substituiu “se o bem e o mal existem…”, por “se o bem e o bem existem..”.

    Quanto à falta de representantes da CNBB e dos Salesianos na reunião da CONAMA que quis legislar sobre o aborto; é com Deus que eles terão que se justificar.

    O pior lugar do Inferno está destinados àqueles que receberam o sacramento de representar Deus e o negaram.

  3. um dia, i.n.a.p.e.l.a.v.e.l.m.e.n.t.e,
    TODOS nós cruzaremos os Umbrais do Evo,
    TODOS NÓS, sem exceção,
    e SEM RETORNO ! sem maioria formada!,
    e o SENHOR determinou, desde os tempos mosáicos,
    N.Ã.O _ M.A.T.A.R ! ! !

  4. Felizmente e graças à Deus. A Senadora Damares Alves entrou na Justiça
    Federal e o Juiz Leonardo Tocchetto suspendeu essa resolução criminosa desse órgão esdrúxulo e abortista, chamado “conanda”(conselho nacional dos direitos da criança e do adolescente) – imaginem se não fosse? Foi criado em 1991 (PQP) há mais de 3 décadas. O quê já não aprontaram, hein?
    É ligado ao min. dos direitos humanos.

    A desgraceira toda em que vivemos nesse país. Com certeza, os partidos canhotos de plantão, que estão sempre contra o povo. Irão acionar aquele órgão “superior olímpico” para anular a decisão do corajoso e justo Juiz.
    Alguém tem dúvida?

    Em tempo: tomei como hábito, tudo que vem desse desgoverno comunista do cão. Escrever sempre em letras minúsculas. Uma forma de protesto para evidenciar a pequenez desse sistema corrupto e danoso para o povo.

  5. ” E vi uma besta sair do mar e tinha sete cabeças e dez chifres…. e foi lhe dado poder para fazer guerra aos santos e os vencer…. e vi outra besta sair da terra e tinha aparência de cordeiro, mas falava como o dragão…” (Apocalipse 13). Está se cumprindo o que Deus revelou a João, lá na ilha de Patmos…. esse regime comunista é a encarnação da besta que subiu do mar, e vai levar à destruição todas as nações da terra.

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