Que me perdoe Pitágoras, mas mais um dia que se vai e eu não precisei usar o cateto da hipotenusa para absolutamente nada. Em contrapartida, tive a grata satisfação de, através do excelente CRÔNICAS PANDÊMICAS, de Zé Teles, tomar conhecimento do sorridente Quokka. Que diabo é Quokka e de que ele ri? Calma! Não enfiem o dedo e rasguem a boca em X se classificando ignorantes antes que lhes esclareça: trata-se de um pequeno marsupial que vive na Austrália, primo legítimo dos cangurus, de tamanho similar a um gato doméstico e que vive permanentemente a sorrir. E eu que pensava que no reino dos bichos, além dos humanos, apenas a hiena era um animal que sabia rir. Ledo engano! Achei tão interessante a existência desse tal de Quokka que, deliberadamente, assumi correr o risco de ser acusado de ter plagiado Teles ao abordar o simpático animalzinho nesta croniqueta. Não foi minha intenção. Resta a primária questão: ele ri de felicidade ou por outro qualquer motivo? Não creio que nele resida o riso do cinismo e desfaçatez tão comuns a alguns políticos em período eleitoral, época de caça aos votos. Para não deixar pela metade o compêndio de cultura inútil, informo que os Quokkaa são herbívoros, de hábitos noturnos e possuem uma bolsa na barriga onde as fêmeas carregam e amamentam seus filhotes. Se quiserem conhecê-los melhor e tiverem preguiça de consultar o Google é só comprar uma passagem para a Ilha Rottnest, lá pras bandas da Oceania, mas já sabendo que o bichinho é considerado uma espécie vulnerável, protegida pelas leis australianas, sendo proibido tocá-lo ou alimentá-lo. Distância deles, pois. Dos homens que riem por cinismo, também. Estes, ao contrário daqueles, são nocivos à boa alma.
XICO COM X, BIZERRA COM I

Bom dia, caro Xico, me desculpe, mas se v. mora em uma casa, atravessa uma ponte, sem saber v. é favorecido pelo teorema de Pitágoras.
Segundo seus discípulos, Deus criou a Matemática, quando pôs ordem no Universo.
Quanto ao fofinho marsupial Quokkaa, acho que o mesmo faz parte da grande obra do Criador de tudo, que fez uma pincelada inspirada na Ilha Rottnest.
Abraço
Meu Caro João Francisco,
a alusão ao teorema Pitagoriano é apenas uma metáfora- talvez mal utilizada, para mostrar o quanto nos detemos na vida em coisas que andam por si só, independentes de nossa vontade. Salve Pitágoras! Salve o Quokka!
Ge-ni-al, Xico!
Leitura gostosa de ir deslizando.
O que não falta, no Brasil de hoje, são homens públicos que riem. Sempre. Mas riem de que?, eis a questão. De tudo, ê a resposta. E riem de quem?, senhores. De todos nós, povo.