Em dezembro de 2022, últimos dias, o João Silvino da Conceição parecia um outro ser humano. As festividades natalinas o tinham deixado um tanto esquivo, deprimido até, sem muita vontade de ficar enturmado. Como se tivesse vergonha de manifestar contentamentos numa época repleta de muitos fingimentos, com centenas de milhões passando um aperto da gota serena, outros tantos sem conseguir debelar uma insuportável fome crônica. Como se a fome rondasse mais os lares dos irmãos brasileiros, às vésperas da saída de um mandatário que arquitetava abandonar suas responsabilidades finais de comando.
Apesar de macambúzio, o João não perdeu a mania de contar histórias, de revelar sua enorme paixão pelos menos afortunados, de torcer por uma humanidade socialmente equilibrada, diminuídas as distâncias financeiras entre os da cobertura e os do lixão. A última dele, retrabalhada a partir de um texto internético enviado por uma amiga sua que dispensa silicone, tem tudo a ver com os dias de agora. Vale a pena divulgar o fato nesta área fubânica, alimentando a esperança de ver a semente cair em terreno de boa parição. Eis o que o Silvino rabiscou, erradicados devidamente os atentados gramaticais:
“Contam que, em uma renomada carpintaria, aconteceu uma muito estranha assembleia: uma reunião de todas as ferramentas para acertar suas diferenças, diante da fuga do gerentão metido a motoqueiro, inculto e amalucado, que havia abandonado ao léu seus companheiros de trabalho. Tendo o martelo assumido a presidência, logo alguns participantes lhe notificaram que teria de renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho o dia todo, golpeando tudo a torto e a direito, sem dó nem piedade.
O martelo aceitou a carapuça, mas requereu também a exclusão do parafuso, posto que vivia dando um sem-número de voltas para conseguir alcançar seus objetivos. O parafuso, por sua vez, encaminhou requerimento de exclusão da lixa, segundo ele uma portadora de muita aspereza nos seus relacionamentos, sempre em inesperados atritos.
A lixa, meia chorosa, acatou de pronto a sua saída, com a condição de também ver fora da direção geral o metro, um enxerido que sempre media os outros segundo seus critérios técnicos, como se eles fossem os únicos perfeitos.
O quiproquó estava formado, quando entrou o novo carpinteiro. Com apenas nove dedos, juntou o material e começou o seu trabalho. Utilizou o martelo, o parafuso, a lixa e a fita métrica, finalmente convertendo a madeira rústica num móvel de fino acabamento e muita admiração.
Retirando-se para sua casa, já noite alta, novamente a assembleia se instalou, o microfone da vez cabendo a um serrote muito usado, de dentes não mais afiados e já meio esmorecido de tanto bifurcar pedaço de pau dos outros:
– Companheiras e companheiros! Nesta assembleia ficou demonstrado que todos têm defeitos. Mas o novo carpinteiro que acaba de encerrar seu expediente trabalhou com as nossas qualidades. Assim sendo, encareço não pensarmos apenas nos nossos pontos fracos. Concentremo-nos nos nossos pontos positivos, os mais valiosos para o sucesso das nossas iniciativas, sempre voltadas para o engrandecimento da Carpintaria que tanto amamos.
Foi então que todos principiaram a perceber que o martelo é forte, o parafuso unia, a lixa atenuava asperezas e a fita métrica era indispensável para procedimentos mais precisos. E assimilaram uma lição importante: agindo como uma equipe, cada um perseverando na redução das suas deficiências, seriam capazes, como um todo, de produzir móveis de qualidade. Cada um sabendo ser efetiva parte de um todo, a individualidade nunca sendo substituída pelos egocentrismos que castram e somente desarticulam”.
Diante do congraçamento geral, lamentando-se apenas a eternização do Pelé, o sempre Rei do Futebol, foi do João Silvino, meu irmão de fé sempre camarada, o arremate pensante deixado num final de página: “Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa. É fácil encontrar defeitos. Encontrar qualidades, entretanto, é tarefa apenas para talentosos!”.
E a Carpintaria voltou a ser a esperança de TODOS e a felicidade geral das partes nela integrados.
Esperança de todos? UMA OVA!
O carpinteiro é um ladrão compulsivo. O móvel que pretende fazer é uma monstruosidade.
A conversa de que está preocupado com os famintos é mera desculpa para se aboletar no poder e roubar desatadamente.
Deveríamos enforcar o carpinteiro ladrão e toda a corja de baba-ovos que fica falando estorinhas de merda para defendê-lo.
Está com peninha dos pobres? Pega tudo o que tens e sai distribuindo. E PARA DE FICAR CAGANDO REGRA SOBRE O DINHEIRO DOS OUTROS, SEU FELA DA PUTA!
Parabéns pelo sensato comentário, reflexo de um nível emocional culto e equilibrado.
Tem pouco discernimento sobre o que faz esse carpinteiro que de novo não tem nada. Já demonstrou antes seu despreparo para essa atividade e sua enganação dos clientes. E também muita coragem sua de publicar tamanha besteira.
Nível emocional culto e equilibrado é o seu.
Ficar babando os ovos de um crápula que já roubou descaradamente a nossa nação mais de uma vez e, agora, ACOLITADO POR UMA MULTIDÃO DE BANDIDOS IGUAIS A ELE, e com a cumplicidade de obliterados mentais que nem o senhor, volta para querer fuder de vez com a nossa pátria.
VADE RETRO SATANÁS! NÃO PASSARÃO!
Agradeço os comentários intelectualmente portentosos, sempre repletos de muita serenidade analítica. Que Deus abençoe todos os manés brasileiros, de todas as regiões!!! Eles constroem a criticidade prática!!