Neste final de ano, o João Silvino da Conceição parece um outro ser humano. As próximas festividades natalinas o deixam um tanto esquivo, deprimido até, sem muita vontade de ficar enturmado. Como se tivesse vergonha de manifestar contentamentos numa época repleta de muitos fingimentos, com milhões passando um aperto da gota serena, outros tantos sem conseguir debelar uma fome crônica. Além das guerras cretinas e dos caminhoneiros criminosos fascistoides. E uma tecnologia comunicacional utilizada para fins nada éticos.
Apesar de macambúzio, o João não perde a mania de contar histórias, de revelar sua enorme paixão pelos menos sortudos, de torcer por uma humanidade socialmente mais equilibrada, diminuídas as distâncias financeiras entre os da cobertura e os do lixão.
A última do Silvino, retrabalhada a partir de um texto internético enviado pela Kika, uma amiga sua que dispensa silicone, tem tudo a ver com os dias de hoje. Vale a pena divulgar o fato neste JBF famoso, alimentando a esperança de ver a semente cair em terreno de boa parição. Eis o que o Silvino rabiscou, ajeitados devidamente os atentados gramaticais:
Contam que em uma carpintaria aconteceu uma muito estranha assembléia: uma reunião de todas as ferramentas para acertar suas diferenças. Tendo o martelo assumido a presidência, logo alguns participantes lhe notificaram que teria de renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho o dia todo, golpeando a torto e a direito, sem dó nem piedade. E sem necessidade.
O martelo aceitou a carapuça, mas requereu também a exclusão do parafuso, posto que vivia dando um sem-número de voltas para conseguir alcançar seus objetivos. O parafuso, por sua vez, encaminhou requerimento de eliminação da lixa – segundo ele, uma portadora de muita aspereza nos seus relacionamentos, sempre em continuados atritos com os raspados.
A lixa, meia chorosa, acatou de pronto a sua saída, com a condição de também ver fora da carpintaria a fita métrica, uma enxerida que sempre media os outros segundo seus critérios técnicos, como se eles fossem os únicos do planeta.
O quiproquó estava formado, quando entrou o carpinteiro, juntou o material e começou o seu trabalho. Utilizou o martelo, o parafuso, a lixa e a fita métrica, finalmente convertendo a madeira rústica num móvel de fino acabamento. Merecedor de muitos aplausos.
Retirando-se para sua casa, já noite alta, novamente a assembléia se instalou; o microfone da vez coube a um serrote muito usado, de dentes nada afiados e já meio esmorecido de tanto bifurcar pedaço de pau dos outros:
– Companheiras e companheiros! Nesta assembléia, ficou demonstrado que todos têm defeitos. Mas o carpinteiro que acaba de encerrar seu expediente, trabalhou com as nossas qualidades. Assim sendo, encareço não pensarmos apenas nos nossos pontos fracos. Concentremo-nos nos nossos pontos fortes, os mais valiosos para o sucesso das nossas iniciativas.
Foi então que todos principiaram a perceber que o martelo é forte, o parafuso unia, a lixa atenuava asperezas e a fita métrica era indispensável para executar procedimentos precisos.
Todos então assimilaram uma lição importante: agindo como uma equipe, cada um perseverando na redução das suas deficiências, seriam capazes, como um todo, de produzir móveis de qualidade. Cada um sabendo ser parte de um todo, a individualidade nunca seria substituída pelos egocentrismos que castram e somente desarticulam.
E é do João Silvino da Conceição o arremate conclusivo:
Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa. É fácil encontrar defeitos. Encontrar qualidades, entretanto, é tarefa apenas para os talentosos! Saibamos transformar o Brasil numa oficina de alta qualidade, onde todos tenham vida e vida em abundância, sem as odiosidades que maculam os pensantes nunca ruminantes.
Feliz Copa do Mundo para todos!! Que o Brasil volte do Catar HEXA!!!
“caminhoneiros criminosos fascistoides”??????????? Foi isso mesmo que eu li??????????
Não acredito que esse idiota escreveu tamanho absurdo sobre uma classe trabalhadora e operosa que abastece todo os recantos do Brasil. Uma classe que coloca na mesa dele os alimentos que ele come.
Estes comunistas petistas são uns cegos ideológicos, uns asnos que só falam merda, igualzinho ao ídolo deles, o super-ladrão Lula.
Puta que pariu!!!!!
Não acredito que o Jornal da Besta Fubana, um dos melhores sites do país, dê espaço a um cretino como esse que escreveu tamanho absurdo.
Deixa de escrever merda e vai te danar, seu babaca!!!!!
Senhora Marchetti,
“caminhoneiros criminosos fascistoides”??????????? Foi isso mesmo que eu tambem li??????????
Como assim????????? o que os transforma em fascistas???????
E no próprio texto o autor mostra-se contraditório ao escrever: Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa. É fácil encontrar defeitos. Encontrar qualidades, entretanto, é tarefa apenas para os talentosos!
Encontrar qualidades, entretanto, é tarefa apenas para os talentosos! Aos caminhoneiros o texto aponta como “qualidades” serem “criminosos e fascistoides”.
“caminhoneiros criminosos fascistoides”? “caminhoneiros criminosos fascistoides”?
Um verbete assinado pela socióloga italiana Edda Saccomani no Dicionário de Política, organizado pelo filósofo Norberto Bobbio, aponta diversas características presentes em todos esses movimentos fascistas.
Entre eles, a monopolização da representação política por parte de um partido único de massa e hierarquicamente organizado, ideologia fundada no culto ao chefe, na exaltação da coletividade nacional, no desprezo pelos valores do individualismo liberal e também pelo ideal da colaboração entre diversas classes sociais, em oposição frontal ao socialismo e ao comunismo (que pregam a luta de classes), aniquilamento das oposições mediante o uso da violência e do terror e propaganda baseada no controle das informações e dos meios de comunicação de massa.
Creio não ter observado nada a caracterizar como “fascista” o grupo de caminhoneiros que cortam as estradas do Brasil levando produtos de todo tipo para abastecer comércio e indústrias deste nosso Brasil.
Tenha a senhora um ótimo domingo.
Luiz Carlos Sancho de Panza
O nosso colunista Fernando é um antigo colaborador desta Gazeta plural e democrática como nenhuma outra. Deve ter seu canto resguardado, com seus pensamentos e crônicas. Quem não gostar, que leia outra ou critique, pois está no seu direito.
Censurar, adjetivar, xingar não faz parte do espírito do JBF, não pelos anos que estou aqui.
Não falo pelo nosso editor Berto, nem pelos demais frequentadores, falo por mim.
Fernando não falou em seu nome, usou João Silvino, que não sei ser um personagem ou o alter ego do escritor. Tanto faz.
João Silvino, pelo que eu percebi, é um esquerdista romântico, sonha com a igualdade, a harmonia entre os diferentes, com “diminuídas as distâncias financeiras entre os da cobertura e os do lixão.”.
Esta sociedade só existe na utopia do João, pois o socialismo, onde foi implantado iguala a todos sim, na miséria.
O Capitalismo, com a oportunidade igual para pessoas diferentes poderem chegar ao topo ou recolher o lixo da sociedade, foi o único sistema que fez a humanidade crescer dando condições para que menos pessoas passassem necessidades. As diferenças são inerentes entre os seres humanos e devem ser respeitadas, resguardando-se os incapazes.
Quanto as ferramentas; estas, desde que usadas com destreza e na função para que elas foram feitas, não possuem defeito algum e produzem artefatos úteis. Caso contrário, não servem para nada além da destruição.
Gazeta plural e democrática como nenhuma outra.
Caro João, sempre tão sensato… E aplaudo o seu comentário, principalmente quando escreves: O nosso colunista Fernando é um antigo colaborador desta Gazeta plural e democrática como nenhuma outra. Deve ter seu canto resguardado, com seus pensamentos e crônicas. Quem não gostar, que leia outra ou critique, pois está no seu direito. Evocê dá o fecho perfeito: Censurar, adjetivar, xingar não faz parte do espírito do JBF, não pelos anos que estou aqui.
E recorro ao próprio texto: Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa. É fácil encontrar defeitos. Encontrar qualidades, entretanto, é tarefa apenas para os talentosos!
E você, talentosíssimo encontra sempre qualidades…
Abração, João!!! Tenha um ótimo domingo ribeirão-pretano. Aqui no ABC está o sol a brilhar.
Ah,meu caro João… A turma do “fazzuely” e que, com muita vibração postou-se diante da “confiável” urna para votar no candidato descondenado 12,99 (o que é de gosto é regalo da vida, nénão?).
E o que dirão para Sancho? Certamente receberei pela cara um “Perdeu, mané!!!!!! kkkk