
Foto desta colunista
O Nordeste também fez
A tal mulher rebelada
Desobediente, afoita
Que não seguiu a manada
Levantou sua bandeira
Comendo chão e poeira
Botou o pé na estrada.
Mãe solteira competente
Concubina assumida
Bem disposta muito amada
Venta acesa e atrevida
Que fez a sociedade
Aceitar sua liberdade
Com bravura destemida.
Cresceu e multiplicou
Sem se tornar cutruvia
A matriarca assumida
Fez da vida o que queria
Do cabresto bem distante
Da vida virou amante
Pois nada lhe reprimia.
Totalmente alforriada
Com seu cabresto na mão
Foi ela quem deu partida
E atiçou seu alazão
No rastro deixou história
O seu fado e sua glória
Virou lenda no sertão.