PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

Ninfas do bosque, Náiades formosas,
Sátiros, Faunos, vinde vê-la agora,
Nua, no banho, esta ideal senhora,
Que em beleza e frescura excede as rosas.

Vinde todos depressa!… Ei-la que cora,
Ei-la que solta as tranças graciosas
Sobre as espáduas níveas, capitosas…
Ei-la que treme à loura luz da aurora…

Tinge-se o céu de cores purpurinas,
O sol desponta; as tímidas boninas
Mostram à luz os cálices dourados.

Vêde-as, Ninfas, agora: os nacarados
Lábios, os seios túmidos, nevados,
Segredam coisas ideais, divinas.

Adolfo Ferreira dos Santos Caminha, Aracati-CE (1867-1897)

Um comentário em “NO BANHO – Adolfo Caminha

  1. Adolfo imagina a Senhora nua tomando banho e chama todo mundo para ver.

    O sujeito é um voyeur.

    Morreu com 30 anos e na foto parece um velho tarado.

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