Uma coisa ficou clara: o principal fundamento do direito estatal brasileiro é a força.
Ao mesmo tempo em que esmaga o cidadão, o poder seduz uma multidão de alfaiates jurídicos dispostos a cortar e costurar a lei para justificar crimes.
Esses antijuristas exibem uma forma especialmente vergonhosa de oportunismo: não tendo ousadia ou competência para ser tiranos, só lhes resta o papel de capacho da tirania alheia.