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A região Nordeste sempre se fodendo.
E não venham com essa conversa fiada de que aqui é um celeiro de cultura, de grandes poetas, músicos, compositores, artistas de um modo geral.
Ninguém come música, poesia, cultura popular ou qualquer outra coisa que digam por aí.
O Nordeste é riquíssimo e eu concordo com isso, mas, enquanto estiver debaixo das garras dos esquerdalhas, será sempre esse lugarzinho medíocre e com índices abaixo do esperado.
Quem não gostar do meu comentário, paciência. Não estou aqui para lamber as botas de ninguém. E não sou capaxo de ninguém.
Aliás: ninguém paga minhas contas, lava minhas cuecas ou o meu saco, portanto, bico calado.
Agora, algo menos ácido: O Nordeste não fracassou. O Nordeste foi abandonado.
Décadas de promessas políticas, discursos emocionados em palanques e campanhas milionárias não conseguiram entregar o mínimo: educação básica de qualidade para milhões de brasileiros. O resultado está aí — brutal, vergonhoso e impossível de maquiar. Em pleno século XXI, milhões de pessoas ainda são privadas da capacidade de ler uma carta simples. Isso não é apenas pobreza educacional. Isso é violência social institucionalizada ao longo de gerações. Governos passam. Slogans mudam. A propaganda cresce. Mas o povo continua sendo empurrado para a dependência, enquanto a verdadeira libertação — a educação — permanece negligenciada. Um país que aceita conviver com o analfabetismo em massa não está apenas falhando economicamente. Está destruindo silenciosamente a dignidade humana. Enquanto o país discute narrativas ideológicas infinitas nas redes sociais, milhões de brasileiros ainda são privados do direito mais básico da civilização: ler e escrever.
O analfabetismo não é apenas um índice estatístico. É uma tragédia histórica, social e humana. É o retrato cruel de décadas de abandono, populismo, promessas vazias e prioridades invertidas.
Uma nação que não alfabetiza seu povo não constrói futuro — apenas administra atraso.
Maurino Cabavéi,
Tenho 72 anos no costado, e já vi e vivi coisas , que como diria minha bisavó Iaiá Alexandrina Belarmina Alencar, só Deus com jeito, pra acreditar.
Vi secas terríveis, gente com um saco vazio nas mãos querendo invadir locais onde se sabia, o Governo guardava “dicomê”; vi homens mendigando, trocando filhos, doando filhos ( meu avô paterno teve dez e criou mais seis, doados pelos compadres;);vi fazendeiros trabalhando em frentes de serviço, limpando estradas ou velhos açudes em troca de um quase nada; vi muita gente arribando para nunca mais voltar , ( eu fiquei 47 anos mundo a fora), e também vi a aposentadoria rural ( aposentado pelo funrural, como dizia o povo), uma das medidas mais eficazes do governo militar.
Deu dignidade ao idoso rural, que de pedinte passou a ser árrimo da família.( Meu avô paterno foi um deles, o vei Adonias Alencar).
Mas também vi, esse mesmo instrumento de redenção, virar moeda de troca, fábrica de um novo tipo de sertanejo : “sou apusentado graças ao gunverno”, recebo minha bolsa família, o gunverno paga minha luz, e ainda me dá um botijão de gás! Promode que eu vou curtir sole nas cacundas? Não matou ninguém de vergonha, mas viciou o cidadão…
Na maioria dos Estados nordestinos, segundo a imprensa, já existem mais pessoas dependentes dessas ” benesses” , que com um trabalho formal.
A conta não fecha, e vai cair ,ou melhor já está caindo no colo de quem trabalha, ou gera trabalho, imposto e renda. E só aumenta.
O que fazer não sei. Só sei que é assim com bem dizia Chicó.
E mais, temo que nada ou muito pouco vai mudar, tomando por base o Status Quo vigente.
E essa multidão de ” novos escravos” vai elegendo de dois em dois anos os de sempre, ou os filhos dos ” de sempre”…
Cada dia mais, me lembro de Iaiá Alexandrina
Sábias palavras, Wellinton!! Sábias palavras. Assim como sábias foram as palavras da senhora sua bisavó.
É exatamente isso que acontece como descreveste em teu comentário.
Nem precisaria saber votar, se é que me entendem!
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