PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

Quando o sol ao nascente se levanta,
Espalhando os seus raios sobre a terra,
Entre a mata gentil da minha Serra,
Em cada galho um passarinho canta.

Que bela festa! Que alegria tanta!
E que poesia o verde campo encerra!
O novilho gaiteia, a cabra berra,
Tudo saudando a natureza santa.

Ante o concerto desta orquestra infinda
Que o Deus dos pobres ao serrano brinda,
Acompanhada da suave aragem.

Beijando a choça do feliz caipira,
Sinto brotar da minha rude lira
O tosco verso do cantor selvagem.

Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, Assaré-CE (1909-2002)

3 pensou em “MINHA SERRA – Patativa do Assaré

  1. Estes versos me fazem entrar no ambiente rural descrito.

    Sinto o cheiro do orvalho da manhã, do café feito no coador de pano, do pão caseiro, a manteiga fresca.

    E ainda tem gente que não acredita em Deus. Quem mais poderia ser responsável por toda esta beleza?

    Com certeza são versos que me fazem sentir melhor.

  2. Pingback: VERSOS | JORNAL DA BESTA FUBANA

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *