CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

Estátua de Jesus, em Salt Lak City

Nestas notas saliento que embora caracterizado pela mesma titulação – Crônicas Cheias de Graça – manterei o foco, no tema religioso, não no pitoresco, como costumo fazer.

Ainda não escrevi sobre minhas viagens através das terras Norte-americanas, porque preciso ter tempo para juntar muitas notas pois pretendo escrever um livro a respeito.

Aqui me refiro às imagens de Jesus. Uma que me apavorou, outra que me encantou.

Quando aos sete anos vi uma procissão do “Senhor Morto”, quando u’a multidão de católicos saia da Igreja Matriz da Boa Vista, aqui no Recife, e o andor passou bem pertinho de onde eu estava com minhas tias, me apavorei.

Ao ver a figura de Jesus Cristo todo ensanguentado, fechei bem os olhos e apertei as mãos de tia Laura. Em seguida comecei a gritar, apavorado, pedindo para ir para casa, pensando que os bandidos que haviam feito aquelas maldades com o crucificado poderiam vir também nos atacar.

Durante todos os anos de minha vida jamais apreciei as imagens de Jesus ensanguentado. Fiquei traumatizado.

Mais adiante, já adulto, fiz minhas orações diárias diante de uma imagem da Santa Terezinha do Menino Jesus, de quem sou devoto. Continuei a sofrer o trauma da imagem de Jesus ensanguentado.

Somente setenta anos depois, ao visitar a cidade de Salt Lake City, capital do estado de Utah, nos Estados Unidos, para onde fui levado por Eliane e Jack Lawrence, um casal de amigos, pude apreciar a imagem que me pareceu a mais real do Nazareno.

Estávamos na Roma dos Mórmons. Sede mundial da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, localizada no centro da cidade. Fomos visitar o Templo e a primeira grande surpresa foi ficar diante da imagem de Jesus Cristo, num pedestal, coberto por um manto sagrado e de braços abertos como forma de dar Boas Vindas aos visitantes.

A Praça do Templo tornou-se a atração turística número um em Utah e atrai milhões de visitantes todos os anos. Ali fomos encontrar o lar do Coro do Tabernáculo Mórmon e dois centros para dar assistência aos visitantes.

Na mesma área, visitamos os edifícios do Memorial Joseph Smith, os escritórios da Igreja, a Administração e o edifício da Sociedade de Socorro. Todos os demais prédios são usados para os escritórios dos departamentos da Igreja e da liderança geral.

Ao norte da Praça do Templo está o Centro de Conferências — um auditório com 21.000 lugares, um dos maiores do mundo. Ele é usado para as reuniões semianuais, assim como transmissões frequentes de conferências em circuito fechado para grupos de membros específicos em diferentes partes do mundo.

Outra grande emoção foi visitar a Biblioteca de História da Família — a maior instalação genealógica do mundo — e o Museu de História e Arte da Igreja. Ali fomos recebidos por voluntários e fiz questão de doar um dos meus livros, percorrer todas as instalações, além de deixar as os registros sobre nossa família residente no Brasil, para completar a genealogia, uma vez que alguns dos meus descendentes são mórmons e residem na América.

Em outra viagem, quando visitei Phoenix, no Arizona, fui levado por minha neta Maria Eduarda, a conhecer o tempo na cidade de Mesa, onde recebi fotografias de Jesus Cristo, em várias situações.

Naqueles momentos jamais pensei no Nazareno como um personagem vencido, castigado; com o corpo sangrando, como se um bandido causador de danos à sociedade do seu tempo.

Fixei na mente, para sempre, a imagem do Jesus Cristo Homem Salvador.

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