XICO COM X, BIZERRA COM I

Conto 13 – INTERNET

Vivia a apregoar as façanhas da Internet até que seu telefone, não tão smart, tampouco eficaz e atemporal como anunciado na propaganda, ficou sem conexão. Com a paciência indisponível e o pensamento fora da área de cobertura resolveu interligar-se com a realidade. Deletou seu celular, com carregador e tudo, na primeira lixeira da rua. Sequer tirou a bateria ou a capinha que fazia questão de usar. De nada adiantou: hoje, saudoso do wi-fi e deprimido pela ausência do Zap, junta dinheiro para comprar um IPhone.

7 pensou em “MEUS BREVES CONTOS

  1. Este cidadão por acaso seria o mestre Xico Bizerra?, eis a questão. Talvez não seja, que o mestre Xico não precisaria economizar para comprar um celular novo. Bela história, como sempre. Viva!

  2. Meu JuristAcadêmico, Doutor formal e também honoris causa Unicapiano,
    não, não sou eu. Jamais jogaria meu não-smart e ultrapassado telefone no lixo, tampouco usaria meus mais que parcos recursos para adquirir um i-phone. Não saberia sequer usá-lo.
    A história se ‘assucedeu’ com um amigo próximo que, até agora, não realizou seu sonho. Penso em ajudá-lo mas estou em duvida se devo. Abraço XICO

  3. Olá!
    Sou do tempo em que telefone era luxo – registrado no Imposto de Renda – , telefonista, orelhão, ramais em empresas, prédios etc. Trabalhei mais de 30 anos na Ericsson…Enfim…Ainda sofro em fazer pleno uso do celular, mantenho um fixo que não chama a muito tempo e, quando acontece é trote ou pedido de doação…, só tenho medo é que um dia uma hecatombe mundial nos tire as conexões….. será um desgraceira geral…. inté!

    • Seu José Alves, dizem que é um mal necessário esse tal de celular. E eu concordo. Como quase tudo, é bom e ruim, a depender do uso que se faça dele.
      Você foi da Ericson aqui em Recife? Se foi, certamente foi colega de meu cunhado que também trabalhou lá por muitos anos. Abraço

      • Olá!
        Grato pelo retorno….não, sempre trabalhei em São José dos Campos – onde nasci – primeiramente na produção (1966/1969) e depois (1975 em diante) na área de comercio exterior….estive em outras empresas, mas sempre retornava e acabei me aposentando com 52 anos de serviço…30 e tantos na Ericsson….bons tempos…abraço, inté!

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