Tu julgas que eu não sei que tu me mentes
Quando o teu doce olhar pousa no meu?
Pois julgas que eu não sei o que tu sentes?
Qual a imagem que alberga o peito meu?
Ai, se o sei, meu amor! Em bem distingo
O bom sonho da feroz realidade…
Não palpita d´amor, um coração
Que anda vogando em ondas de saudade!
Embora mintas bem, não te acredito;
Perpassa nos teus olhos desleais
O gelo do teu peito de granito…
Mas finjo-me enganada, meu encanto,
Que um engano feliz vale bem mais
Que um desengano que nos custa tanto!

Florbela Espanca, Portugal (1894-1930)
Aos “viciados” em Florbela, indico um filme chamado FLORBELA, biografia, com Dalila Carmo e Ivo Canelas. Filme português.
Olá, caro Carlos, onde posso encontrar tal filme? Não que eu seja “viciado”, mas é que quem prova do melhor vinho, depois fica difícil achar graça em outro qualquer.
Amigo, não sei te dizer. Meu aparelho é o h-TV8, ponho na busca e acho. Não aparece ou indica se é Netflix ou qualquer outra. Abraços
Eu já vi o trailer e não gostei.
O lado pessoal dela é muito diferente do que ela coloca em seus poemas.
Temos que saber separar Mozart de suas músicas, Van Gogh de suas pinturas e assim por diante.
Vejo beleza em seus poemas; evidente que entender sua vida pessoal ajuda a entender seus poemas, mas o filme irá retratar a visão do diretor e não a realidade.
Ah, a traição e o controle.
Florbela queria exclusividade do amante, o Alferes, que viajava pelos mares do mundo.
Mas achava melhor tê-lo por alguns instantes, mesmo tendo ciúmes dos seus sentimentos.