CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Caro Berto,

depois de um longo e tenebroso afastamento, resolvi escrever algumas linhas sobre o desdobramento da crise gerada pelo Coronavírus e pelos políticosvírus.

Espero que goste.

Receba meu abraço e a admiração de sempre.

R. Ótimo rever você por aqui, meu caro.

Não desapareça mais não: você faz uma falta danada.

E vamos ao texto que você nos mandou:

* * *

Brasil acima de tudo e de todos!

Depois de alguns anos afastado das lídes jornalísticas, hoje resolvi rabiscar algumas linhas sobre um tema importante, mas relegado ao desinteresse pelas autoridades e pelos políticos: “o que é mais perigoso para o trabalhador. O vírus ou o desemprego?”. Sem a desenvoltura de antanho, confesso que sofri bastante para concluir esse meu desabafo.

Desde antes das eleições de 2018 a esquerda, política e midiática, busca eliminar o nome de Jair Messias Bolsonaro do cenário político brasileiro. Para lograr êxito nessa empreitada macabra, não necessariamente nessa ordem, desfilou faceira pelas passarelas da destruição moral, nadou de braçadas no pântano da desconstrução política e desembocou na ousada, e criminosa, tentativa de assassinato.

Em tempo algum demonstrou o menor lampejo de preocupação de, no mínimo, não atrapalhar na solução dos graves problemas econômicos e sociais que deixou como herança. Jamais se importou em ao menos dissimular o ódio insano que devota ao capitão do Exército que, para seu desespero, impingiu-lhe a mais desmoralizante derrota de toda nossa história política. A arrogância ptsolista, os demais são só caroneiros de ocasião, jamais irá aceitar o fato de que foi destroçada por um candidato desconhecido, sem dinheiro, sem tempo de tv e solitário que, empunhando apenas a espada da verdade, lutou e venceu todo o sistema político, midiático e empresarial devastado pela incopentência e destruído pela corrupção.

Posse dos eleitos concretizada, a tarefa de inviabilizar o governo do presidente Bolsonaro coube, inicialmente, aos governadores nordestinos que ganharam a adesão de outros chefes de governo estaduais ao longo do caminho, para embalarem, juntos, o sonho dos desesperados tramando na calada da insurgência vil a derrubada do chefe da Nação. Os interesses que os unem ultrapassam os limites da ideologia. Tanto deles, como daqueles que os financia. Em comum, apenas a covardia de realizar algum lucro político num ambiente de dor, incerteza, medo e desespero. Mais cedo do que esses senhores esperam, a sociedade exigirá satisfações daqueles que ousaram entabular esse ensaio de traição à Pátria.

Voltados apenas para a capitalização de algum dividendo – uns, político, outros, financeiro; alguns, político e financeiro da situação-, deixaram escapar a oportunidade ímpar surgida com o recente pronunciamento do presidente Bolsonaro. Ninguém se preocupou com o alerta de que o estado não pode parar e que a economia se aproxima perigosamente do colapso. Se ocuparam mais em extrair do contexto alguma frase contrárias à ditadura do politicamente correto e que servisse de combustível à causa do impeachment. Nenhuma viva alma se dignou propor ao presidente a abertura de estudos – livres do cancro político e/ou ideológico -, entre as partes visando tão somente encontrar a melhor solução para se evitar a concomitante perda de vidas e do País. Discutirem, por exemplo, como que nações como a Coreia do Sul e o Japão conseguiram estabilizar o número de infectados sem, no entanto, desligar o país, ou, então, o que há de diferente, ou inovador, na forma de enfrentamento à pandemia adotada pela Holanda? O que de bom nós poderíamos extrair dessas experiências? O silêncio ecoa pela vastidão da mesquinharia.

Por mais que eu me negue aceitar a possibilidade da existência de políticos dessa baixeza de caráter, mais aumenta minha desconfiança de que para a horda lulopetista liquidar Bolsonaro é tão importanteou, talvez para alguns, mais, do que derrotar o corona. O Brasil segue sua sina de síndrome de vira-lata ao se tornar o único país do planeta cuja maior tara é derrubar seu presidente por ele ser honesto!

Como eu afirmei acima, as cobranças, principalmente aos governadores, chegarão deixando no imaginário livre a expectativa de como enfrentarão o desespero dos desempregados. Perceberão, tarde demais, que o desemprego é mais letal e devastador do que o vírus. Difícil, mas talvez se arrependam ao descobrirem que o desemprego mata lentamente. Aos poucos, ele retira por primeiro a auto-estima, depois, a dignidade. Antes de completar sua obra funesta, destrói por completo a moral do trabalhador.

Desemprego também mata!

É de maior importância que as atividades econômicas sejam reiniciadas. Cabe às nossas autoridades federais, estaduais e municipais se unirem em torno de interesses maiores como a vida do cidadão e o emprego do trabalhador e descobrirem a melhor forma de protegerem a ambos. O remédio não pode ser mais letal do que a doença!

Eu tenho mais de 68 anos de idade, portanto, sou do grupo de risco e tenho consciência disso. No entanto, se por acaso o chinesinho com cara e jeito de fraudulento me escolher como uma de suas vítimas, que seja apenas eu a sofrer as consequências. Eu não posso esperar, menos ainda exigir, que o Brasil vá para a cova junto comigo.

Brasil acima de tudo e de todos! (Vou deixar Deus fora disso. Ele nada tem nada a ver com nossas patifarias)

2 pensou em “MAURO PEREIRA – ITAPEVA-SP

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