Ilustres Editodos,
convidamos a cordelista Palloma Brito, pernambucana da cidade de Paulista que fez da cidade de Livramento, na Paraíba, sua morada, para participar do Cabaré do Berto, hoje, das 19h30 às 20h30.
Palloma Brito vai falar do seu trabalho cultural, ela é professora do município, e vamos pedir para ela declamar alguns dos seus cordéis.
O fato que me chamou a atenção para Palloma é o tipo de mote que manda para o poeta Marcílio Pá Seca, meu querido conterrâneo.
São motes de sofrência, naquele estilo do amor estilhaçado, como gosta também Jesus de Ritinha de Miúdo, colunista do JBF.
Recentemente ela deu o seguinte mote:
Tem um verso chorando no meu peito
Infeliz porque ela foi embora
E Marcílio desceu o sarrafo:
Convoquei meu talento soluçando
Quis fazer um poema para nós dois
Descobri ao tentar pouco depois
Que meu verso de amor tava chorando
Vi seu corpo de musa me deixando
Seu semblante saindo porta afora
E outra dama garanto não ancora
O seu barco no porto do meu leito
Tem um verso chorando no meu peito
Infeliz porque ela foi embora
É hoje!
Para participar basta clicar aqui.
A partir das 19h25 a porta do Cabaré estará aberta.
Bote o convite nas asas da Besta e vamos avoar
R. O recado está dado, meu nobre gerente cabarelístico.
Hoje teremos mais uma sexta-feira de boa conversa e boa poesia.
A comunidade fubânica está convidada para nos reunirmos logo mais, a partir das sete e meia da noite.
Até mais tarde!
“Tem um verso chorando no meu peito
Infeliz porque ela foi embora.”
Mote: Poetisa Palloma Brito
Tem um verso chorando todo dia
Toda noite esse verso me incomoda
Se na mesa de glosa o mote roda
Esse tema me traz é agonia.
Não te tiro do peito mas devia
Mas você do meu peito é a senhora
A saudade de ti me apavora
E nem sei como vivo desse jeito
“Tem um verso chorando no meu peito
Infeliz porque ela foi embora.”
Glosa: Poeta Antônio Carneiro
Convoquei meu talento soluçando
Quis fazer um poema pra nós dois
Descobri ao tentar pouco depois
Que meu verso de amor tava chorando
Vi seu corpo de musa me deixando
Seu semblante saindo porta afora
E outra dama garanto não ancora
O seu barco no porto do meu leito
“Tem um verso chorando no meu peito”
“Infeliz porque ela foi embora.
Glosa: Marcílio Pá Seca Siqueira
Eu escrevo tentando encontrar
Solução pra saudade me engolindo
Soluçando, rimando e seguindo
Vou glosando nuns versos sem achar.
Eu nem sei muito bem como parar
Essa fome cruel que me devora
Desde o dia daquele triste fora
Eu não vivo um minuto satisfeito
Tem um verso chorando no meu peito
Infeliz porque ela foi embora.
Glosa: Jesus de Ritinha de Miúdo.