CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Meu avô materno, Olavo de Campos, era poeta, repentista, inspetor de ensino, e nas horas vagas Juiz de Direito.

Certa vez em uma reunião na casa de um sobrinho só se falava na Dilu Melo que tinha vindo a Maceió para uma apresentação histórica.

Ele quieto lendo o Diário Oficial.

Até que uma das convivas inventou de perguntar-lhe:

– Dr. Olavo, quanto vale uma sanfona tocada pela Dilu?

Sem tirar os ói do jornal, respondeu na bucha:

– Vale mais do que dez peidos soltados pelo meu cu.

Fim de festa.

Certa vez, um sobrinho dele, que era gerente da antiga Usina Uruba, fez uma festança de Natal na Casa Grande. Foi tanta gente que não cabia mais. Caiu na besteira de atribuir a ele o controle da entrada.

Pois bem, o Bumba Meu Boi rolando, portas fechadas e chegou uma moça corrida de uma zuada.

Bateu na porta e ele falou que não cabia mais ninguém.

Quando ela se identificou como mulher do Boi, ele fez uma exceção e falou: “Pode entrar dona vaca”.

Era assim

R. Tu tem mesmo a quem puxar, seu cabra presepeiro.

Esse teu avô era o Cão chupando manga solto dentro dos matos.

E, já que em tua mensagem é feita referência à grande artista maranhense, a grande sanfoneira Dilu Melo, falecida no ano 2000, aos 87 anos de idade, vou aproveitar a ocasião pra botar duas músicas. 

A primeira composição, Fiz a cama na varanda, foi gravada por Dilu no ano de 1944. Já lá se vão 75 anos!!!

A segunda música, intitulada Qual o valor da sanfona, eu escutei muito na minha infância, anos 50, no alto-falante do serviço de som do Bar e Pensão Riso da Noite, na Coreia, que era onde funcionava a zona de Palmares.

Veja que raridades:

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