G.I.L.M.A.R. Berto
(Glorioso e Indomável Literato da Maravilhosa Anarquia Republicana) Berto:
Espero que Vossa Eminência Reverendíssima esteja em paz com seu espírito.
Vi partes do repulsivo e nojento julgamento do Supremo Tabacudo Federal sobre como produzir jurisprudência para soltar os miseráveis corruptos que desgraçam a Nação brasileira.
Não sou advogado, mas não sou idiota.
Vendo as declarações do crápula G. Mendes, veio-me ao bestunto dizeres de meu pobre mas honestíssimo pai quando me aconselhava a refrear meus instintos “janotianos” quando presenciei uma ofensa de um poderoso a um humilde cidadão, ocasião em que procurava justificar com sua alta prosopopeia as idiotices que vomitava.
Dizia meu pai:
“Filho, imagine que você resolva fazer um piquenique com sua família em um lindo domingo ensolarado, e para qual sua esposa preparou um delicioso lanche. Uma toalha imaculadamente branca é estendida na grama verdinha, os talheres e os copos são postos em seus lugares, as crianças estão esperando animadamente a hora de avançar no frango assado e no guaraná, e você está feliz da vida.
Quando menos se espera vem uma vaca com as patas sujas de lama e passa por cima da toalha, derruba os copos e o guaraná e, para concluir, solta um portentoso tolote de bosta em cima do frango.
Aí eu lhe pergunto: você vai discutir com a vaca? Seu piquenique está estragado. Só lhe resta espantar a vaca do gramado e de sua lembrança.”
Quando vejo um G. Mendes, um D. Toffi ou um R. Lewan abrindo a boca para falar, já vejo as orelhas grandes, a boca babando, o rabo levantando e o cagalhão caindo.
E penso comigo mesmo: aí está um genuíno bovino.
Não adianta discutir. Meu piquenique para celebrar o avanço da honestidade e da justiça em meu País foi arruinado.
As vacas têm pelo menos duas virtudes: não são hipócritas e podem ser abatidas para consumo. Os três personagens acima não valem o peido de um sapo.
Um grande abraço para você, para a Aline, e um cafungo nas orelhas da Chupicleide.
R. Minino, essa sigla que tu botou em mim foi pra arrombar:
Glorioso e Indomável Literato da Maravilhosa Anarquia Republicana
Vocês leitores fubânicos inventam cada uma da porra.
Vôte!!!
Quanto à vaca, eu fiquei aqui pensando num matadouro de abater bovinos.
Um matadouro de propriedade das Indústrias Janot…
Num sei mesmo porque este pensamento me veio à lembrança.