DEU NO JORNAL

Leandro Ruschel

Questionado sobre direitos humanos na China por um jornalista português, o descondenado Lula saiu-se com essa:

“Todos os países do mundo têm problemas. E nós precisamos aprender a respeitar a autodeterminação dos povos“, disse Lula.

“A China encontrou um jeito de resolver os seus problemas, um jeito que permitiu que ela, logo, logo, se transforme na primeira economia do mundo. Você pode não concordar com um regime chinês, assim como eles podem não concordar com o Brasil.”

É o mesmo discurso que é utilizado quando ele é pressionado sobre as atrocidades cometidas pela ditadura cubana, ou pela ditadura venezuelana, ou ainda a ditadura do seu amigo Daniel Ortega, na Nicarágua.

“Se o povo da Nicarágua não está gostando do regime, que mude…”, disse o descondenado num debate presidencial.

Os defensores da esquerda se apresentam como protetores dos Direitos Humanos, mas frequentemente colocam a ideologia socialista acima de outros valores, incluindo os direitos fundamentais, como o direito à vida e à liberdade.

Assim, os “direitos humanos” são usados principalmente para criticar os oponentes por qualquer suposta injustiça, enquanto se toleram as piores atrocidades cometidas pelos aliados.

Na lógica lulista, o mundo deveria aceitar o regime nacional-socialista alemão da década de 30, já que foi uma decisão do seu povo alçar o bigodinho ao poder e apoiá-lo, não é mesmo?

Também não haveria problema com a montanha de cadáveres produzida pelo regime soviético, ou pelo Partido Comunista Chinês. Tampouco poderia ser criticado o regime norte-coreano, que mantém mais de 200 mil pessoas em campos de concentração.

Hoje mesmo a China opera uma campanha de limpeza étnica contra o povo uigur, mantendo mais de um milhão de pessoas em “campos de reeducação”, um nome bonito para campo de concentração.

Nenhum problema com isso, segundo o descondenado.

A resposta de Lula revela seu caráter e a natureza do movimento que ele representa. Além disso, o argumento da “autodeterminação” é questionável.

Uma vez que um regime autoritário se instala, mesmo que a maioria da população seja contra, uma pequena parcela organizada e com controle das forças de segurança pode se manter no poder indefinidamente, através do terror – uma técnica que os comunistas conhecem bem.

Pior ainda, Lula parece considerar que um bom resultado econômico justificaria todas as arbitrariedades chinesas, o que sugere que os marxistas se preocupam muito com a economia, apesar de frequentemente acusarem os capitalistas de fazê-lo.

O grande objetivo de Lula e de seu partido é implementar um regime autoritário semelhante no Brasil.

Ele ainda não foi realizado, mas não é por falta de vontade.

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