CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Berto

Provocações….

O Pasquim para leitura.

Todas as edições d’O Pasquim estarão disponíveis online em homenagem a seus 50 anos.

Depois respondam, a Ditadura foi a verdade que te venderam ???

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5 pensou em “LUIZ MEZETTI – VITÓRIA-ES

  1. O REGIME MILITAR FOI BOM E A ESQUERDA VENDE PEIXE PODRE ?
    Luiz Mezetti, as pessoas veem as coisas conforme seu modo de ver o mundo, de acordo com seus valores, por suas filiações politicas e fisolóficas e tudo o mais.
    Digo isso para observar que não basta ler a quantidade enorme de edições do Pasquim, em suas diversas fases, para compreender se o regime militar foi uma ditadura, mais, ou menos, mole, ou se nem foi uma ditadura, se foi uma ditadura boa, ou ruim, se tendo havido o milagre econômico isso significa que ditaduras podem ser uma coisa legal, jóia, ou não e assim por mil diantes.
    Se a viveste, se não a viveste, não há de ser pela leitura do Pasquim que saberás como foi.
    Saberás por tua forma de ver, querer e aceitar o mundo.
    Para Jair Messias Bolsonaro, por exemplo, não houve uma ditadura, ele declarou – e há inúmeros vídeos e registros para quem quiser dar uma olhadinha aí na rede – que tínhamos o total direito de ir e vir, o que significa que não era ditadura. Ele até chegou a festejá-la no ano passado, 2020, nas redes sociais. Aliás, estou chovendo no molhado, em março de 2019 ele já era presidente e declarou que não houve ditdadura de 1964 a 1985. Nem tortura, pois todos se lembram que ele dedicou seu voto de impeachment da Dilma a quem, não é mesmo ?
    Para muitas, muitas mesmo, milhões de pessoas, pouco se lhes dava se os jornais estavam censurados, se o censor morava na redação do Pasquim, se cortava tudo o que era importante no noticiário, e também não incomodava a esses milhões se havia dedos-duros espalhados pela sociedade, pelas escolas, pelas repartições públicas, por todos os lados, de modo que havia coisas que era proibido falar. Também não importava para milhões se livros eram queimados e professores universitários afastados para não encherem a cabeça dos jovens. Se havia mortes e tortura, isso era muito longe, não dava para sentir por esses milhões. 
    Assim, Luiz, podemos entender que para uns a ditadura doeu na carne, para outros podia ser uma ameaça, para outros uma Espada de Dêmocles, para um tanto seria uma mordaça e duma prisão mental, para a imprensa uma frustração e um perigo, para tantos seria um obscurantismo, uma idade das trevas, do atraso mensal, sociológico, cultural, para artistas que queriam expressar-se, por exemplo, seria em geral uma restrição à arte e à cultura. Isso aí seriam aqueles para os quais houve ditadura, e se perguntar ao Jaguar, ao Ziraldo, ao Paulo Francis, à memória do Henfil, do Millôr, do Ivan Lessa, são muitos nomes que te diriam que foi meio chato aquilo.
    Mas, eu dizia, para muitos milhões, como Jair Messias Bolsonaro, foi o que tinha de ser, era preciso e não incomodava, pois para esses milhões, inclusive para Jair Messias Bolsonaro, as ameaças, a restrição a liberdades, a manutenção de governantes sem voto popular etc etc etc, não afetava em nada suas vidas, até, muito pelo contrário, estava justamente de acordo com o que queriam, desejavam e apoiavam, foi até para atender à Marcha da Família (das Mulheres) com Deus pela Liberdade, de 19 de março de 1964, em São Paulo, que a « intervenção militar » foi feita.
    Então, é preciso perguntar a um e a outro, a um e a outro, a um e a outro.
    Ao que tudo indica, se perguntarmos a ti, tu dirás que a leitura da coleção do Pasquim indica que a ditdadura não é o que a esquerda vende ao público – mas não é a coleção que indica isso, é a tua interpretação pessoal da leitura e da época, se tens idade para ter vivido consciedntemente a época.
    Eu vivi a época, na flor da idade,li todos os números do Pasquim, até publiquei umas poucas coisas lá, e eu vendo uma ditadura barra pesada, muito ruim para o avanço do espírito da humanidade.
    E como exemplifiquei bastante sobre Jair Messias Bolsonaro, acho que se trata de uma pessoa que encarna o que a produziu a ditadura e o que a ditadura produziu – é não é coisa bonita, é atraso civilizatório mesmo.
    Se a ditadura produziu alguma coisa, precisamos lembrar que muitos governos maus já produziram resultados materiais, do que nosso governo não escapa.
    Jair Messias Bolsonaro não é um homem bom, por mais que lance foguetes com satélites ao espaço.

  2. Goiano, nasci em 31/03/58, meu Pai trabalhava no Correio do Povo em Porto Alegre, e aos sábados/domingos tirava plantão e me levava junto, tinha 3 anos de idade e meu refugio no belo prédio da Rua Caldas Junior, era o arquivo, onde um senhor, já idoso era o responsável, foi meu primeiro professor, me ensinou a ler, escrever e desenhar, além de ser paparicado por amigos muito queridos. A revolução foi um ato para impor a ordem e a lei, contraofensiva ao comunismo na América, existia na época uma minoria intelectual com visões de submissão de uma maioria, há um poder centralizador, o que os jornais da época não concordavam em suas editorias, que convenhamos não se compara as atuais, os jornais e rádios é que levantaram os Generais de suas lustrosas cadeiras, a marcha da Família foi uma indução da Igreja sob pressão da mídia, frustando alguns Arcebispos que viam nos atos subversivos uma linha conectiva com a Teologia da Libertação, foi tudo por água abaixo, mas, você sabe que Padre é teimoso, logo, logo eles tiveram uma ideia brilhante, a elite que lê não poderia ser vencida e convencer a periferia sobre as pauta de libertação era o meio de mudar o jogo, criaram as CEBs e enviaram Freis Capuchinhos para viveram o dia a dia da periferia, viviam como pessoas normais, trabalhavam, brincavam e ensinavam o Evangelho da Teoria, aquele que prega a luta por melhorias para todos e se você não estando preparado para exigir estas melhorias, tem que se juntar aquele grupo que vai representá-lo junto aos governos no poder. A Fé foi sendo substituída pela ideologia, a educação foi remodelada para acesso a todos em um ciclo mnemônico básico, entidades de classe representativas se espalharam pelo País. Quanto a ditadura, ela não se compara com nenhuma outra ditadura no mundo em todos os tempos, quem sofria ataques sangrentos era o Exército, quem era espedaçado, era os Soldados, o povo na época não aceitava o extremismo atuante. O erro dos Militares foi terceirizar a investigação de atos terroristas. Quanto a queima de livros, uma leitura na coluna do Tarso de Castro – Sutil como um trator – Edição 0002 – Página 5/20, nos dá inúmeras conjecturas como isto aconteceu. Quanto ao Presidente defender o Regime Militar, está no DNA dele, fruto de sua formação educacional militar, natural. Um abraço.

    • Isso não responde à questão implícita na tua pergunta; – A Ditadura foi a verdade que te venderam? A questão implícita é que achas que não, que a veredade que venderam está errada e que a verdade verdadeira é que não fxoi aquilo tudo que dizem.
      Justificar intervenção militar já é difícil, pois pode representar uma quebra da democracia, caso ela esteja existindo.
      Mas, digamos que o mal realmente estivesse ameaçando o Brasil, que forças diabólicas estivessem a ponto de tomar o poder e transformar o País em um regime escravocrata, malvado, ditatorial, sem liberdades e sem direitos, inclusive o de propriedade – e que assim estejas defendendo, por tudo isso, a intervenção militar que foi feita em 1964 para salvar o povo da desgraça.
      Isso justifica 20 anos de ditadura militar, que seriam mais vinte ou sabe-se lá quantos se a sociedade não tivesse dado um basta?
      Ora, se assim for, talvez acredites, junto a tantos outros direitistas, que é hora de nova intervenção militar, quem sabe mantendo Jair Messias Bolsonaro por mais vinte, trinta, quarenta ou cinquenta anos, se tiver a graça de viver mais esse tempo, sob o manto das Forças Armadas, de modo a acabar com a ditadura do Supremo Tribunal Federal, com a chantagem do Congresso Nacional, com a perseguição da imprensa e com as ameaças de uma esquerda safada que está de novo à espreita e pronta para dar o bote e nos transformar em uma Cuba ou em uma nova Venezuela, não é mesmo?
      Pois, eu insisto em responder-te: A ditadura militar foi uma porcaria, truculência, falta de liberdades, suspensão de direitos, justiça comprometida, medo, repressão, censura à cultura e às artes,corrupção às escondidas – a verdade é pior do que se pode contar e a direita quer repetir.

  3. Goiano, a sua verdade dos acontecimentos tem o linguajar marxista, é a invocação dos deuses do proletariado, não se justifica em tempos de comunicação virtual, hoje as respostas para nossos questionamentos, estão na rede, basta saber procurar. O Pasquim – edição 0006 – página 07/20
    Parte da entrevista com Vinicius de Moraes
    Maciel – Eu me lembro que uma vez, numa entrevista, pediram para você dar um exemplo de antipensador e você disse Gustavo Corção. Você acha que ele é só antipensador, ou é anti outras coisas também ?
    Vinicius – Acho que o Gustavo Corção é o reacionário no seu grau mais extremo. Porque a esse homem foram dados meios de se comunicar, um instrumento que é a palavra, teve acesso aos meios de cultura e comunicação e usa esses meios contra o ser humano, compreende ?

  4. Luiz Mezetti, vocês, seguidores do monstro, seguem iludidos por uma ameaça comunista inexistente – a ponto de veres uma “linguagem marxista” no fato de condenarmos ditdaduras.
    Isso é incrível!
    No entanto, a direita adoraria instalar, agora, uma ditadura no Brasil, para que o Mito pudesse fazer tudo o que quisesse, sem a menor interferência.
    Está tudo mudado, agora temos ditadura boa, defesa de bandidos de estimação, tudo em nome da derrota do PT e de qualquer sinal de esquerda que possa surgir.
    Trata-se, ao ver dos seguidores do grotesco, de uma Cruzada, quando é lícito usar da truculência para liquidar os inimigos de Deus.
    E, no final, nós nem somos tão ruins assim…
    Preciso insistir, quando falo do mal, em mostrar a face do mal: negativismo criminoso quanto ao poder de contágio e letalidade do Covid 19 (ponto de vista de esquerda, porque a direita concorda com ele que termer o vírus é coisa de maricas); oposição às medidas de distanciamento em favor da economia (os seus apoiadores também acham que era só uma gripezinha); demora em adotar providências sérias de defesa da popilação contra Covid 19 (por que a pressa? todo mundo vai morrer um dia, com o que seus seguidores também fazem coro); recusa em usar a máscara (pouca empatia com o outro); insistência no uso de medicamentos de eficácia negada pela ciência no combate ao Covid 19 (descrença na ciência em favor dos seus próprios conceitos mentais); gastos do dinheiro público com a fabricação e distribuição de remédios considerados ineficazes pela ciência (irresponsabilidade ou crime de respondabilidade).
    Graças ao mau enfrentamento do governo, com as loucuras praticadas inclusive no âmbito do Ministério da Saúde, sob a orientação do presidente da república, com a demissão dos que queriam agir corretamente, mas contra as atitudes sem fundamento do chefe da Nação, ficamos em segundo lugar no mundo dentre os mais atingidos pela epidemia de Covid 19 e um ano após o primeiro caso de infecção no Brasil, que ocorreu no fim de fevereiro de 2020, temos neste momento 255.720 vidas perdidas para o vírus.
    Estamos na pior fase de mortes diárias.
    E o presidente da república continua insistindo no fim do distanciamento para que a economia se recupere.

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