CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Isto é CRIME contra a humanidade.

Estranhamente na pandemia de Covid-19, a primeira da era da informação, logo nos deparamos com o “Fique em Casa até ter falta de ar”, ou seja, deixe para se tratar mais tarde. Pediram para a população esquecer tudo o que havia sido dito até então sobre buscar diagnóstico e tratamento aos primeiros sintomas. Espalharam tamanho pânico que até pacientes de outras doenças pararam de ir ao médico e, portanto, de se tratar. Muitos morreram por isso.

Do ponto de vista ético, cabe ressaltar que o emprego de medicações já aprovadas para uso em outras indicações (redirecionamento) é particularmente útil durante a situação atual, pois, além destes fármacos serem prontamente disponíveis, as décadas de uso clínico comprovadamente seguro fazem com que se atenda ao preceito básico de “primeiramente não causar o mal” (não-maleficência).

Medicamentos reaproveitados geralmente são genéricos e, portanto, se um deles funcionasse durante uma epidemia, a sociedade não teria que gastar centenas de milhões no desenvolvimento de novos, que podem ou não funcionar, e podem ou não ser seguros a longo prazo.

O custo da HCQ para um curso de tratamento COVID é inferior a US $ 10, e o custo de outro novo medicamento, sendo avaliado agora, remdesivir, é de cerca de US $ 3.500 (que é a renda anual de um ano inteiro em alguns países em desenvolvimento, e não será acessível) .

Portanto, redirecionar também tem o efeito de irritar a Big Pharma e os cortesões acadêmicos que ganham a vida com sua generosidade indizível para com eles.

A rápida redução da carga viral e dos marcadores inflamatórios é o principal objetivo do tratamento inicial, pois estes eventos é que irão impactar na redução de duração de sintomas, dias de internação e mortalidade. Ao longo destes meses de pandemia, muitas autoridades individuais e institucionais têm cometido o erro elementar de conceberem a ausência de evidências consistentes como evidência de ausência de efeitos ou algo ainda mais grave, no sentido de que ausência de evidência corresponderia à evidência de que os malefícios supostamente prevalecem sobre os potenciais benefícios (Altman & Bland, 1995).

Importante lembrar que, apesar de serem os estudos ideais, nem de longe a medicina trabalha com a exigência de ter ensaios clínicos randomizados (ECR) como condição para realizar um procedimento ou tratamento. Até o ano de 2020, antes da pandemia, apenas 10% dos procedimentos e tratamentos em medicina eram chancelados por estudos deste nível, em média, sendo fato que praticamente metade dos tratamentos e procedimentos médicos realizados no planeta são calçados em evidências científicas de peso muito menor, de moderada a baixa evidência, níveis B, C e D, nem por isso foram alvo de rejeição, execração pública nem seus praticantes chamados de anticientíficos.

Portanto, exigir, para uma doença nova no Planeta Terra, causada por um novo agente vivo em nosso ecossistema, então desconhecido, que apenas tratamentos com estudos de nível máximo de pureza científica (ECR) possam validar algum tipo de abordagem terapêutica não é apenas inadequado, mas é irreal e demonstra desconhecimento dos princípios da própria Medicina Baseada em Evidências (MBE), que apregoa a aplicação da melhor pesquisa disponível aos cuidados clínicos, o que requer a integração de evidências com a experiência clínica e os valores do paciente.

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