OS DINOSSAUROS AINDA ESTÃO VIVOS!
Para o mestre D.Matt., com admiração

Os dinossauros não desapareceram completamente. Ainda convivemos atualmente com um grupo de animais que evoluiu a partir de dinossauros com penas que sobreviveram ao evento de extinção em massa ocorrido há cerca de 66 milhões de anos, as aves.
Hoje a ciência já sabe e classifica as aves como um grupo de dinossauros com penas que sobreviveram e evoluíram ao longo do tempo: os terópodes.
Com o aparecimento das primeiras evidências da existência dos dinossauros, os cientistas os descreveram como animais robustos e enormes, provavelmente muito parecidos com crocodilos. Todavia, essa imagem errônea foi fruto da tecnologia limitada da época que impossibilitava obter mais informações detalhadas. Não é por acaso que receberam o nome de dinossauros (lagartos terríveis) pelo paleontólogo inglês Sir Richard Owen, em 1841. Porém, novos dados e fósseis altamente conservados nos mostram atualmente que os dinossauros possuíam muitas características impensáveis até algumas décadas atrás. As penas são exemplos destas características. Com o aparecimento de novas evidências, os cientistas descobriram que as penas eram bastante comuns nos dinossauros terópodes.
Os dois grupos mais conhecidos dos dinossauros são: os Terópodes, dinossauros bípedes considerados um dos maiores carnívoros que já existiram no planeta. É interessante salientar que muitos nesse grupo eram onívoros (comiam carne majoritariamente e vegetais quando necessário). Como exemplos podemos destacar: os Giganotossauros, os Megalossauros e os famosos Tiranossauros; e os Saurópodes, dinossauros quadrúpedes, considerados um dos maiores animais que já caminharam sobre a Terra. Eles possuíam um corpo avantajado com um pescoço e cauda longos e uma cabeça pequena. Como exemplos, podemos destacar os Braquiossauros, com seu longo pescoço, os Diplodocídeos, com suas caudas que pareciam chicotes, e os Titanossauros, que chegavam a pesar mais de 60 toneladas!
Com todas essas informações, podemos concluir que em todas as cidades do mundo, os dinossauros continuam vivos e caçando suas presas, no entanto, essas “presas” são muitas vezes restos de salgadinhos que alguém deixou cair no chão. Pombos, sabiás e bem-te-vis não inspiram nem de longe o mesmo medo que um enorme tiranossauro assustador, mas podemos dar um pouco de crédito aos bichinhos, afinal, aves são dinossauros.
“Dentro de um grupo de dinossauros bípedes, os terópodes, surgiu o grupo que deu origem às aves”, diz Taissa Rodrigues, coordenadora do Laboratório de Paleontologia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). “Então, se a gente for olhar, as aves são um grupo superespecializado de dinossauros que sobreviveu e existe até hoje.”
Quando Charles Darwin lançou A Origem das Espécies, em 1859, previu que logo começariam a aparecer fósseis com características intermediárias que mostrariam a evolução de determinados grupos. Nos anos seguintes, na Alemanha, vários pesquisadores encontraram restos de um animal que foi chamado de Archaeopteryxlithographica, ou arqueoptérix, para facilitar. Além de cauda comprida e dentes reptilianos, ele também possuía penas ao longo do corpo.
“Era como a previsão de Darwin: um animal que lembrava um dinossauro, com várias características semelhantes, mas tinha penas compridas, e era possível ver o formato delas”, explica Taissa. “A partir daí, começaram a surgir as primeiras evidências de que existiram outros dinossauros com penas.”
É importante dizer que os Terópodes e os Saurópodesfazem parte dos “verdadeiros dinossauros”, e eles não voavam. Ou seja, ao contrário dos pteranodontes, um grupo de répteis voadores que viveu na mesma época e eram parentes dos dinossauros, mas não são considerados dinossauros pela ciência moderna. “Esse fenômeno se chama convergência evolutiva. Na prática, significa que os animais evoluíram estratégias diferentes para a mesma função”, conta Taissa, que trabalha com taxonomia desse grupo. Em outras palavras, para voar, os pteranodontes seguiram um caminho evolutivo muito diferente das aves, insetos ou morcegos.

“Hoje, para entender a evolução, a gente procura novas evidências. E, no caso dos dinossauros, essa nova evidência foi a “descoberta” da pena”, afirma Taissa. “Como as penas surgiram naquele grupo, todo mundo que está vivo hoje e tem pena provavelmente é parente. E parente próximo.”
Embora uma galinha ou um pombo não sejam assustadores como um tiranossauro, já passou da hora de demonstrarmos um pouco mais de respeito pelos nossos amigos plumados.

Caríssimo Luis Antonio.
Peço licença para refutar , pois a admiração é minha, pelo
seu talento de pesquisador e pela belíssima crônica muitíssimo interessante.
Quem diria que hoje as frágeis e belas aves já tiveram tanta força e tanto poder no passado pré histórico ?
Muito oportuna sua explanação que considero como uma aula
sobre a evolução natural que nos proporciona a natureza, criada
por Deus para nos fazer entender que o mundo ou melhor que tudo
evolui, e muda constantemente, mesmo nós seres humanos
mudamos e hoje somos muito diferente dos seres aqui criados por Deus
e jogados à própria sorte , mas , creiam, não fomos abandonados , apenas impulsionados a evoluir com as dificuldades ocasionais e
obrigados a criarmos armas de defesa e principalmente de
civilidade em grupos, aprendemos a co-habitar em conjunto
e a produzir, armazenar e dividir os frutos do nosso labutar diário e
muito importante, aprendermos e pensar também no dia de amanhã
que em priscas eras , se apresentava como uma esperança
pois o dia de amanhã era duvidoso, improvavel e também quase
sem perspectiva de melhora. Dariam graças a Deus se houvesse sol, mas imploravam ao divino pelas chuvas .
Caro Luis, o seu artigo foi para mim de tamanha importância, que tomei a liberdade de tentar filosofar um pouco e como sempre, acabamos
chegando ao divino, que é a fonte de nossa inteligência primaz.
Vou continuar cobrando do jovem estudioso, ciêntista em evolução,
mais artigos dessa qualidade o que sem duvida só trará ao JBF
mais prestigio e comparação qualitativa com os grandes talentos que fazem parte deste Jornal, dirigido com mestria pelo admirado
escritor Berto, uma sumidade que já me fez ler inúmeras vezes o
seu livro, meu preferido , sobre o Santo Pretim que foi encontrado
disfarçado nos suburbios escandalosos da Coréia de Palmares.
Continue escrevendo sem parar ok ?
Quem sabe, num futuro….vamos ter um livro ?
Abraços, jovem inteligente.
Luis é admirável, amável e tão inteligente ao ponto de (quase) não poder ser refutado ! ❤
Essa temática dos “Dinossauros ” é tão antiga e tão atual ao mesmo tempo. É fascinante! Mas lembrando das palavras de Ian no filme Jurassic Park “Os Dinossauros tiveram sua chance… a natureza que decidiu os extinguir ” . Mas eu me pergunto: será mesmo? 🤔 Até hoje , caso incerto e não solucionado. Quero estar viva ainda para saber a resposta, de forma absoluta.
Parabéns pelo artigo!