CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MRA – MOVIMENTO DE REPATRIAÇÃO DO ABAPORU

O fubânico D.Matt diz que “O Brasil deixar que uma obra de arte raríssima e louvada internacionalmente fosse para o exterior foi um acinte à cultura brasileira”. (Confira na minha última coluna publicada no JBF, clicando aqui)

E está coberto de razão. Não apareceu um brasileiro disposto e em condições de impedir isto. Mas, disse “O Brasil” e não um ricaço qualquer. Querendo ou não ele se referiu ao Governo Brasileiro e responsabilizou-o por este deslize, este pecado capital contra a cultura brasileira.

Estou de pleno. acordo. Se vamos culpar alguém, tem que ser o dono, quem banca, promove, administra a cultura.

Sua visão fez eclodir um “movimento”, que poderíamos lançá-lo aqui no JBF, contando não só com a aquiescência do Berto, mas com seu envolvimento.

Acredito que podemos contar também com o colunista Cícero Tavares, e posso convidar o nobre colunista José Paulo Cavalcanti para assessorar legalmente o MRA e providenciar os apetrechos jurídicos que forem necessários à empreitada.

Atravessamos um momento crucial e propício ao sucesso da empreitada; visto sob diversos aspectos:

1- Estamos em consonância com o momento político. O MRA é um movimento “conservador”; quer preservar e promover as qualidades de seu povo; mostrar, exibir o que é seu; exaltar a nacionalidade…

2- O Governo criou o lema, fartamente publicitado, “Brasil acima de tudo”. Pois bem, o resgate do Abaporu representa isto. Um País que pode deter sua Arte em seu território

3- Neste exato momento, a Cultura passa por um grande perrengue. Perdeu o status de Ministério e tornou-se uma secretaria, que chegou a ser comandada por um filhote de Goebels. Agora passa por uma reformulação sob a direção de uma artista bem intencionada, disposta a apaziguar o mundo das artes e cultura. Abraçar esta “causa”, a repatriação da obra, seria uma ótima bandeira que poderiam levantar.

4- A Argentina atravessa uma crise econômica tamanha, que pode fazer com que o preço do quadro baixe para bem menos do que o estipulado nos leilões internacionais Ou seja, o momento é agora; é oportuno em todos os sentidos para termos de volta o Abaporu .

Façamos um Abaixo-Assinado, com apoio do Governo, instituições e empresas para trazer o Abaporu para o MASP, a casa de Tarsila;, a nossa casa de cultura, aberta à visitação de todo mundo.

Um abraço a todos

18 pensou em “JOSÉ DOMINGOS BRITO – SÃO PAULO-SP

  1. O Abapuru foi leiloado pela Cristies de Londres em 1995 e foi arrematado por 1,3 milhões de dólares, o que hoje equivaleria a U$D 2,5 milhões.

    Quem comprou foi colecionador de arte Eduardo Constantini, que o colocou no museu . Nenhum Brasileiro

    A avaliação atual é que o quadro valha 40 milhões de dólares.

    • Para completar, nenhum brasileiro se coçou para arrematar a obra, enquanto o Argentino arrematou e colocou em um museu público.

      Foi um 7×1 portenho sobre nós.

      Ligar o Movimento de Recuperação do Abapuru ao conservadorismo é um exagero, pois a Tarsila poderia ser qualquer coisa, menos uma conservadora.

      Gosto é gosto, porém para mim entre os pintores brasileiros, Portinari e Di Cavalcante (para citar apenas 2) estão muito à frente da Tarsila.

        • Será que eu vou ter que desenhar?

          Onde eu disse que Portinari e Di eram conservadores?

          Apenas disse que eu gosto mais dos trabalhos deles do que da Tarsila.

      • Caro João Francisco
        Chamar o MRA de conservador foi uma ironia para se adequar aos tempos que atravessamos.
        Quanto ao fato de Portinari e Di Cavalcanti estarem ” muito à frente de Tarsiia”, concordo não no muito, pois estão apenas um pouco à frete no tempo, pois vieram depois,
        Quanto a se é melhor ou pio, é como você diz, Gosto é gosto e isso não se discute. Aceita-se a diferenças

        • Complemtando, acredito que o colunista quis apenas sugerir uma pauta para reflexão e decisão diante do caos instalado no “departamento da Culltura” em nosso País.
          Como você mesmo deu a entender: perder de 7×1 para a Alemanha, aconteceu e nem gostamos de lembrar disso. Mas perder para Argentina com esse placar é demais. Concordo com você. Assim, não dá, assim não pode. Pelé é melhor que Maradona e isso não se discute.

          Concordo com críticas sobre o patrocínio do Governo no resgate da obra. Não é .U$ 40 milhões, como diz; creio que chega na metade, Uma merreca para q.q. empresário, beneficiando-se da Lei Rouanet. Mas, não falemos disso, e acho mesmo que o País não pode dispor dessa grana p/ adquirir um quadro.

          Assim, procuremos os “mecenas” que trarão o Abaporu, não mais para o MASP.; como defendíamos. O quadro ficará em Capivari, cf. proposto pelo leitor Caio, o lugar onde nasceu a pintora. Perto de Campinas, de São Paulo; um lugar mais arejado para curtir…..

    • Também acho. O Brasil tem milionários suficientes para recomprar a obra e doar ao MASP, por exemplo. Só uma coisa: será que a pintura não está em melhor segurança fora do Brasil? Aqui museus pegam fogo por incúria dos seus administradores (vide Museu Nacional).

  2. Estou com mestre Bertolucci.

    Um movimento exclusivo da sociedade civil, visando arrecadar recursos para repatriar o quadro? Beleza, tô dentro.

    Dinheiro público na jogada? Tô fora!

    Aliás, que diferença faria para os pagadores de impostos que iriam bancar a festa, se o quadro está aqui ou em museu argentino?

    Ninguém frequenta museu. Pesquisem entre os paulistanos quantos já foram ao MASP, cuja entrada baratíssima, quando não gratuita.

    Lamento, mas acho que o governo tem coisa muito mais importante a se preocupar.

    • Beleza,Pablo !
      É isso mesmo “um movimento exclusivo da sociedade civil” como bem disseste.
      Bom saber que está dentro do movimento. Estejas bem-vindo. O objetivo é trazer a obra até em 2022, no centenário da Semana de rte Moderna, da qual Tarcíla foi protagonista.

      . ,

  3. Qualé, Seu Domingos? O Governo gastar uma fortuna para “repatriar” um quadro? Nenhuma nação faria isso, nem os poderosos Estados Unidos. A não ser numa ação conjunta com pessoas de muita grana. Que ideia mais absurda!

  4. Engraçado pra louvar o governo todo mundo gasta bastante palavra
    Quando se propoe um movimento pra fazer algo de verdade aí todo mundo tira o corpo fora
    Eita povinho de bosta que frequenta isso aqui!!
    Apoiadissimo o movimento pela repatriação do quadro

  5. Meus Caros

    O objetivo do MRA é trazer o Abaporu de qualquer jeito até 2022, centenário do Modernismo, onde Tarsila foi protagonista.
    Concordo que o Governo não se dar ao luxo de gastar U$ 40 milhões com um quadro. Então, vamos procurar os mecenas, as empresas, os ricaços com algum brio nacionalista, que se envergonhe de não termos conosco o Abaporu

  6. Deixa o quadro lá na Argentina, Brito! Qual a vantagem de trazer para cá? Qual seria a vantagem de levar a Mona Lisa para a Itália? Agora, se for para trazer para o Brasil, não tem que ir para o MASP, não. Tem que ficar em Capivari que, afinal de contas, é a terra natal da Tarsila, e fica ali ao lado de minha Monte Mor!!!!

  7. Estou de pleno acordo, amigo José Domingos. E observo uma experiência interessante. Em Portugal, obras de arte ou artigos de literatura podem ser vendidos. Com duas limitações.

    Uma é que o governo tem o que chamam de Direito de Preferência. Findo o leilão, tem 3 dias para ficar com o bem. Pagando o preço do leilão. Eu próprio fui vítima disso, em numerosíssimos documentos de Pessoa que adquiri. Engraçado é que nunca fiquei com raiva. Apenas lamentei. E não tive raiva porque achava justo.

    Duas é que o governo pode declarar que o bem não pode sair do Brasil. Também coisa boa.

    Seja como for, estamos juntos. Conduza o movimento. Abraços fraternos, José Paulo.

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