CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Olá!

No cotidiano…

Entro no mercadinho do bairro, busco o essencial para sobreviver alguns dias … no passar dos itens para cobrança a mocinha operadora do caixa – nome mais correto nos dias atuais para quem vai me levar um rim na conta – pergunta se preciso de sacolinhas, aquelas de plástico consideradas o grande problema da sobrevivência humana, a vilã número um da hecatombe do mundo e, diante da minha necessidade me encara como se fosse eu um vilão a derrocar a humanidade: custam R$ 0,35 cada…

Passo meus parcos itens, conto os dias – antigamente eram moedas, hoje são os dias de fechamento do cartão, ou cartões – e concluo que para quem está todo borrado, apenas um simples vento não me derrubará.

Filosofo no caminho de casa:

1. Por que as sacolinhas são vilãs, já que impossível carregar a compra sem elas…

2. Por que a implicância com serem de plásticos; dentro do mundo atual quase tudo depende desse que um dia foi considerado uma grande descoberta…

3. E, impossível viver sem essa “coisa” …afinal, está presente em todos os produtos, ferramentas e segue uma longa lista…

4. Mas, qual solução? Abraçar o que podemos e carregamos…ou deixar tudo escorrerem sem poder conter, sujando o que queremos para nos alimentar?

5. Enfim, não sei…ou sei, mas me envergonho da solução que imagino…afinal, nem sempre existem plasticidade x sinceridade nas relações humanas …

Ah…consegui pagar a conta e não precisei como outros pais de família retirar algum item no caixa…por enquanto…

Inté

2 pensou em “JOSÉ ALVES FERREIRA – SÃO PAULO-SP”

  1. Olá Seu Ferreira!
    Vivemos uma época em que se apontam os problemas sem que se apresentem soluções realmente viáveis, enquanto o peso das contradições acaba recaindo, muitas vezes, sobre quem já luta para fechar as contas do mês. A questão não é ignorar os impactos ambientais, mas questionar a hipocrisia de uma sociedade que depende do plástico em praticamente tudo e, ao mesmo tempo, transfere ao consumidor a responsabilidade e o custo de suas próprias contradições. Afinal, sustentabilidade também precisa considerar a realidade de quem vive com o orçamento apertado.

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