CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Caro Luiz Berto,

A ser completado o mandato atual de Lula, o PT terá administrado o país por 18 anos, inclusos os anos de Dilma.

E querem mais, já preparando 2026 e eleições seguintes.

A ideia é se perpetuar no poder, tal qual nos países onde buscam inspirações.

No período petista tivemos três escândalos de grande porte – já que falar da tapioca paga com cartão corporativo do Orlando Silva é como bater em cachorro morto – e um impeachment.

A saber: “mensalão” e “petrolão” do Lula e as pedaladas de Dilma, que levaram ao seu impeachment.

O atual mandato não sabemos o que virá, mas pelo andar da carruagem, esperar o que?

Dois anos de Temer foram corroídos pelo assunto da JBS (o famoso diálogo “”tem que manter mesmo, viu?”); convenhamos também que foi pouco tempo para fazer alguma coisa, mas mesmo assim foi diferente, tivemos alguém fora do tal confronto quem é pior.

Desenterramos até a mesóclise.

Chegado ao poder, Bolsonaro parecia ser a mudança tão esperada, aquele que faria a diferença, acabaria com o governo sindical do PT e, finalmente teríamos o governo para todos os brasileiros e, não para um grupo seleto de apaniguados.

Infelizmente, não foi dessa vez.

Veio a tal pandemia, o total desconhecimento do capitão com o cargo que representava, as escaramuças inúteis com vários setores importantes, desembocando no retorno do indesejado: “nós e eles”.

Bolsonaro em certos instantes me fazia lembrar aquele funcionário que consultava a folhinha para ver os feriados e as “pontes”, para sair do corpo de presidente e curtir a vida.

Não se governa como se dirige um sindicato – como o PT – nem tampouco com tão pouco apego ou no grito, como Bolsonaro.

Perdeu-se a grande oportunidade de levar adiante no Congresso a lei que permitia a prisão de condenado em segunda instância, o que abriu a porta da cadeia para o atual governo e, estamos nós com a abertura das catacumbas por ver o retorno de personagens que acreditávamos estar definitivamente banidos da vida pública.

Hoje, o poder está esparramado para várias vertentes e, dele se apropria grupos ou pessoas para seu próprio interesse.

O Congresso faz o que sempre fez: dificultar para obter vantagem, seja em cargos ou dinheiro público, cujo destino nunca fica muito claro.

Tudo acaba no mesmo saco: os de sempre ganham e nós aqui de baixo pagamos a conta.

Nem mesmo temos esperança no judiciário, que deixou de ser seguidor e aplicador da lei, para criar e entender os preceitos legais ao sabor de quem e o que é julgado.

E, segue o baile…

Abraço

Inté

2 pensou em “JOSÉ ALVES FERREIRA – SÃO PAULO-SP

  1. Fazia tempo que eu não via um “isentista” raiz aqui nestas plagas.

    A narrativa é sempre a mesma, político nenhum presta. A seguinte frase é lapidar:

    “Não se governa como se dirige um sindicato – como o PT – nem tampouco com tão pouco apego ou no grito, como Bolsonaro”.

    O que resta? Coitados de nós, que sempre pagamos a conta.

    Solução? Eu entendi que é não votar, ou anular o voto, afinal nenhum político presta mesmo né?

    Vou adorar debater com o “isentista” J. A. Ferreira, de SP

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