CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Um Cafuné na Cabeça, malandro, eu quero até de macaco (Leila Diniz)

Brigam Espanha e Holanda
Pelos direitos do mar
O mar é das gaivotas
Que nele sabem voar
Brigam Espanha e Holanda
Pelos direitos do mar
Brigam Espanha e Holanda
Por que não sabem que o mar
Por que não sabem que o mar
Não sabem que o mar, o mar
É de quem sabe amar
É de quem sabe navegar…

Os belos versos- e a frase – são atribuídos a Leila Diniz, moça a frente do seu tempo, risonha e maravilhosa, que incorporou todas as mulheres do mundo, no filme do mesmo nome e, morreu tragicamente em acidente de avião na Índia, nos princípios dos anos 70.

Virou música de Milton Nascimento, como pode testemunhar o grande Peninha, excelente conhecedor e pesquisador do assunto.

Mas, valem para colocar a situação nos dias de hoje; brigam congresso, judiciário e executivo, pelo direito de governar; mas poucos sabem como governar, ou, estão interessados em governar.

Mas o governo é do povo, que elegeu quem pode governar.

Infelizmente, os eleitos não sabem, tampouco querem governar; apenas querem mandar.

Aí melhor sair do poema…

Os eleitos buscam apenas prover ou defender sua prole ou entorno, seu ego ou outros instintos que talvez o Bob Jefferson tenha identificado no passado, quando denunciou o “mensalão”.

Detalhe: só o fez por que sentiu sua “batata assando” e matreiro “chutou o pau da barraca”, expondo um acordo que ficou implícito na tal mala de $ 5 milhões de alguma moeda que nunca apareceu ou, usada foi ou não e, ninguém mais quis saber; por que será?

De lá para cá, vivenciamos um escândalo a cada noticiário, ou mais, dependendo da mídia que nos informa ou da disposição da “Espanha e Holanda” de plantão.

Assim vamos nós, envoltos pelas brumas duras e asquerosas da impunidade, sem poder navegar ou melhor, poder pelo voto, governar, enquanto brigam…

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