CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Com esta geração que está aí, toda mimizenta, vai demorar muito para voltarmos ao topo do futebol.

Na Argentina não temos jogadores assim.

14 pensou em “JOÃO FRANCISCO – RIBEIRÃO PRETO-SP

  1. João, lembro bem: a gente jogava a tarde inteira num chão duro, arrancava tampos do dedão do pé – mas, tudo depois de fazer o dever de casa passado pela escola formal! – e acava quando escurecia e a gente não via mais a bola velha. Nunca houve essa “parada para hidratação”, coisa de gay. Também nunca vi alguém chegar conduzindo uma “garrafinha plástica com água” (outra moda de viados).
    Dei nota máxima para Wanderley Luxemburgo com o pronunciamento dele nas redes sociais, sobre não fazermos mais craques. Também falou da necessidade de Carlo Ancelotti conhecer melhor o DNA do jogador brasileiro, antes da convocação. Precisa mesmo estar jogando na Europa?

    • Caro Ramos, eu acho que jogador pode ter vaidade, usar chuteiras rosas como usaram, pintar o cabelo, unhas, serem veados e o escambau.

      Eu só digo que na copa tem que ter foco e deixar as vaidades de lado para o bem comum.

      Quanto ao Luxemburgo, eu não concordo muito com ele, pois jamais foi um bom treinador. No futebol atual o jogo é muito truncado no meio de campo e poucas chances aparecem.

      No jogo contra a Noruega, tivemos duas claríssimas chances enquanto estava 0x0. Um pênalti, que o Vini deveria ter ido lá, pegado a bola e chutado e a bola do garoto que ficou cara-a-cara. Não é por terem perdido os gols |(Messi também perdeu pênalti). É pela apatia depois.

      Se eu perco essa copa, fico um mês em casa com vergonha. Os jogadores no dia seguinte vão para Ibisa como se nada tivesse acontecido.

      Uma coisa deveria ter acontecido; todos eles deveriam voltar de avião para o Brasil, para depois irem para onde quisessem. Aí sim.

      • Juro que não t?entendi, João, quando escreves:
        “Uma coisa deveria ter acontecido; todos eles deveriam voltar de avião para o Brasil, para depois irem para onde quisessem. Aí sim”.

        Como assim?!!! E o que mudaria? Vir ao Brasil para quê? João meu caro, os vaidosos jogadores que vestiram, na Copa, de forma patética, a vitoriosa (sim, outrora a gente ganhava) camisa canarinha, estavam doidinhos pelas “merecidas” férias no verão europeu: na a Côte d’Azur (Riviera Francesa), Lago de Como, na Itália; Saint-Tropez, na França; Lugano, na Suíça e no principado de Mônaco, só para citar alguns destinos dos milionários em vacaciones..

        • Vai demorar a voltarmos? Creio não. Creio que jamais voltaremos. É caminho sem volta. Voltamos ao “complexo de vira-latas” (by Nelson Rodrigues)

          O termo “complexo de vira-latas” foi cunhado pelo dramaturgo Nelson Rodrigues em 1958 para descrever a inferioridade na qual o brasileiro se coloca voluntariamente diante do resto do mundo.

          E não é se colocar. Somos inferiores em toda e qualquer atividade em que houver comparação.
          Jamais voltaremos a ser o “ó do borogodó”.
          Somos apenas “uó”, Ex.: “esse aí é uó”

        • Deveriam vir aqui para mostrar a cara para o povo brasileiro, depois iriam até para a PQP.

          Se ganhassem (apenas por hipótese) aí viriam.

      • João, o Luxemburgo não é o meu treinador preferencial. Comentei a fala dele, que é uma verdade. Provavelmente você não sabe, mas eu convivi dentro do campo de jogo por alguns anos. O futebol brasileiro (disse o Luxemburgo) perdeu suas características que ajudaram às cinco conquistas de copas do mundo. VEJA UM DETALHE: o futebol que jogava Marinho Chagas, era o futebol brasileiro. Ousado, insinuante, pra frente com objetivos finjais de decisão. Hoje o futebol brasileiro copiou o futebol europeu: goleiro não “agarra” mais a bola e , de forma imperativa TEM QUE SABER JOGAR COM OS PÉS. E aí você vê: o goleiro está com a bola nas mãos, faz um malabarismo FDP para enxergar algum companheiro desmarcado e em condição de receber aquela bola. Ele consegue fazer o passe para o companheiro que já está livre, de posse da bola na intermediária adversária. O companheiro recebe a bola, livre, com espaço pela frente E DEVOLVE A BOLA PARA A DEFESA! PQP! PQP DE NOVO! pqp! ESSE É O FUTEBOL JOGADO NA EUROPA que o futebol brasileiro está copiando! Você viu os chutões que o goleiro da Inglaterra deu para os atacantes dele? 60% de posse de bola, para que finalidade? Respeito sua opinião, mas entendo que Luxemburgo está certo: o futebol brasileiro mudou. E mudou para pior, perdendo as características que o fizeram ganhar 5 copas do mundo. Certamente voc^viu jogar na Europa um jogador de nome ROBBEN. Não sei de onde era e em qual time jogava. Mas, jogava na Europa. Foi a partir dali que inventaram essa viadagem de quem usa o pé esquerdo jogar pelo lado direito. Duvido que o Éder Aleixo, o Canhoteiro, o Edu e outros jogadores de personalidade aceitassem essa babaquice.

        • Esse futebol de Sócrates, Zico, Éder, Marinho Loiro; caro Ramos, não existe mais em lugar algum.

          Eu não gosto de comparar, mas nem aquele Pelé de 70 jogaria no futebol de hoje. Como eu falei, é muita marcação, a bola tem que rodar e o passe para trás é uma necessidade, pois uma bola perdida resulta em gol.

          Para comparar é só ver quanto corria um jogador da década de 80 e quanto corre hoje. Sócrates fumava e não corria nada.

          Só vou dar um ex., a seleção de 2006 tinha R-10, R-09, Kaká, Adriano, RC e outro craques todos em alta forma. Perderam para a França do Zidane que soube explorar os erros da equipe. Só o Zidane deu conta de todos eles, que não souberam sair da marcação.

          Quanto ao Luxa, teve os galáticos do R Madri nas mãos e não fez nada.

          • João, você está apenas “reforçando” a fala do Luxemburgo. Repito: vivi anos dentro do campo de futebol. Será que eu não estou vendo que o futebol mudou? Apenas, no meu conceito (acho que tenho o direito de ter esse conceito), mudou para pior. ARTILHEIRO DO RIO-SÃO PAULO, onde jogavam só os considerados grandes, marcavam 30 a 40 gols durante a competição. Hoje, em 38 rodadas, o artilheiro marca 15 gols. E olhe lá!

            • Então, realmente mudou para pior no espetáculo. Só que antigamente a bola enxarcava na chuva e dobrava o peso, os campos eram uma várzea, os estádios, um lixo, mulher não podia nem pensar em ir no estádio lotado.

              Eu só digo que não dá para comparar as coisas. Bom ser saudosista, mas aquele tempo não volta mais.

              Abraço

                  • João, sou realmente democrático. Não sou “esquerdista”, que tem problema de cognição. Como Jornalista profissional, aprendi a respeitar as opiniões diferentes das minhas e respeitá-las. Posso até não concordar. DISCORDO COMPLETAMENTE que o futebol tenha “evoluído”. Isso sem contar que, o torcedor, aquele que paga o ingresso tirando da alimentação da família o valor cobrado, não paga o salário do jogador. DETALHE: o clube não arca apenas com o salário do jogaodr e do empresário. Tem toda uma estrutura organizacional que funciona todo dia, antes e depois de cada jogo. Funcionários, campos de treinamento, assistência médica, lavagem de material, alimentação, medicação e o escambau. Nisso, até concordo que, por desenvolvimento cultural e econômico, o futebol da Europa evoluiu. Mas, o que dizer dos países africanos?

        • Deveriam vir aqui para mostrar a cara para o povo brasileiro, depois iriam até para a PQP.

          Se ganhassem (apenas por hipótese) aí viriam.

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